Iniciativa deve afetar milhares de venezuelanos que vivem de forma irregular no país vizinho 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, discursa durante um desfile militar em comemoração ao Dia da Independência, em Bogotá, na Colômbia, na segunda-feira, 20 de julho de 2026 — Foto: AP/Miguel Ángel López O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, prometeu nesta segunda-feira começar a deportar imigrantes sem documentos, em iniciativa que deve afetar milhares de venezuelanos que vivem de forma irregular no país, reporta a Bloomberg. Segundo o presidente, a polícia colombiana deve dar início às operações ainda esta semana. Ele esteve reunido no fim de semana com o conselho de segurança do país, em Barranquilla. “Os colombianos devem estar em primeiro, segundo e terceiro lugar”, afirmou Espriella em declarações divulgadas nesta segunda-feira. “Que comecem as operações coordenadas para encontrar os imigrantes ilegais, em primeiro lugar aqueles que cometeram crimes, e depois os que não têm situação regularizada”, acrescentou. A retórica do líder conservador marca uma transformação na política do país para imigrantes, onde a chegada e permanência de estrangeiros não era, até então, uma questão em destaque, apesar da grande presença de venezuelanos que saíram do país vizinho, em colapso econômico há anos. O endurecimento da retórica sobre imigração aproxima Espriella do presidente dos EUA, Donald Trump, e de outros líderes de direita na América Latina, que têm defendido políticas mais restritivas e ação repressiva contra a imigração irregular. A estimativa é de que 2,8 milhões de venezuelanos vivam atualmente na Colômbia, com mais de 500 mil em situação irregular. Espriella disse que a repressão a imigrantes ilegais se aplicará a todas as nacionalidades, mas se estima que virtualmente todos os que se encontram nesta situação sejam venezuelanos, reporta a Bloomberg, referindo-se à porosidade da fronteira entre os dois países.
Espriella determina deportação de imigrantes sem documentos na Colômbia
Iniciativa deve afetar milhares de venezuelanos que vivem de forma irregular no país vizinho













