O presidente da Argentina, Javier Milei, ultrapassou todos os limites ao proferir, em solo brasileiro, agressões e ofensas ao presidente Lula, ao ministro Alexandre de Moraes e, por extensão, às instituições do País. Trata-se de um fato sem precedentes nos 203 anos de amizade e cooperação bilateral, agravado por ter vindo ao Brasil para participar de um ato eleitoral e tentar, de forma bizarra, interferir na disputa presidencial.

Milei atua como preposto de Donald Trump e verdadeiro cabo eleitoral da extrema-direita. Age como vassalo do presidente norte-americano, induzido pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para transformar a América Latina em território dominado pela ultradireita, tratando a região como quintal daquele país.

É o presidente mais rejeitado da América Latina, com mandato desastroso e elitista, que ataca a classe média e os pobres argentinos. Elevou a jornada de trabalho para 12 horas diárias, propôs legalizar o tráfico de órgãos humanos, reduziu a entrega gratuita de remédios do programa Remediar e provocou arrocho severo nas aposentadorias.

O presidente Lula fez bem em não embarcar nas provocações rasteiras de um fanfarrão, condecorado em 25 de julho pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Fez bem o governo federal ao decidir manter no Brasil o embaixador brasileiro em Buenos Aires, enquanto Milei mantiver ataques e grosserias.