Discurso de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), em Jackson Hole, na sexta-feira, também está no foco 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A semana será de eventos importantes para os mercados internacionais, com a divulgação de indicadores americanos relevantes e o discurso de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), em Jackson Hole, na sexta-feira. Nesta segunda-feira, porém, as atenções se concentram no anúncio de novas medidas dos Estados Unidos contra o Irã. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, deve realizar uma coletiva de imprensa às 15h (horário de Brasília) para anunciar as “sanções mais duras da história” contra o país, enquanto Teerã prometeu interromper todas as exportações de petróleo do Golfo caso a “guerra econômica” continue. No cenário doméstico, destaque para a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nesta manhã, no evento Febraban Tech, em São Paulo. Apesar dos sinais de escalada das tensões no Oriente Médio, o petróleo recua nesta manhã, com o Brent na casa dos US$ 92 por barril, com investidores realizando lucros após os ganhos da semana passada, enquanto os futuros dos índices americanos operam em leve queda. Os rendimentos dos Treasuries também cedem, acompanhando a baixa do petróleo e em meio à expectativa de que o Tesouro possa adotar novas medidas para conter a alta das taxas. Nesse contexto, a cautela em torno das sanções americanas deve contaminar os mercados locais, que também devem repercutir, em alguma medida, o cenário eleitoral. A pesquisa Datafolha divulgada na sexta-feira mostrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno, ante 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Em um eventual segundo turno, o petista aparece com 47%, contra 43% do candidato do PL. Os dois não participaram do primeiro debate entre presidenciáveis promovido ontem pela TV Band, em parceria com a TV Cultura, Estadão e Jovem Pan, que contou apenas com Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Com o noticiário político em foco, o mercado acompanha ao longo da semana as entrevistas dos candidatos à Presidência na TV Globo. Entre os indicadores domésticos, o IPCA-15 de agosto, a taxa de desemprego de julho medida pela Pnad Contínua e o Caged de julho devem ser observados com atenção pelos investidores, especialmente após os sinais mais recentes de desaquecimento da atividade econômica. No exterior, a revisão anual dos dados do “payroll”, o relatório de empregos dos EUA, prevista para sexta-feira (28), deve ficar entre os principais destaques. A agenda conta ainda com os números de julho de renda e gastos pessoais, além do deflator do PCE, medida de inflação acompanhada de perto pelo Federal Reserve (Fed). A segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos também fica no radar dos investidores, após a primeira estimativa ter ficado abaixo das expectativas do mercado. Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central — Foto: Raphael Ribeiro/BC
Manhã no mercado: Investidores aguardam sanções dos EUA contra Irã e falas de Galípolo em semana carregada de indicadores
Discurso de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), em Jackson Hole, na sexta-feira, também está no foco







