Petróleo opera em queda e dólar se mantém em alta no exterior Os investidores concentram as atenções no presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, que participa do fórum do Banco Central Europeu (BCE), em Sintra, em busca de novos sinais sobre a necessidade de um aperto monetário. Após adotar um tom mais duro do que o esperado em sua primeira entrevista coletiva, Warsh reforçou as apostas de uma alta de juros até o fim do ano, movimento que provocou uma forte queda dos ativos de risco globais. Nesse contexto, os agentes também acompanham com ansiedade os dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que podem recalibrar as expectativas para a trajetória dos juros. A pesquisa ADP, de criação de vagas no setor privado, será divulgada hoje, enquanto o relatório oficial de empregos do país ("payroll") será conhecido amanhã. À espera desses indicadores e ainda diante das incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã, as bolsas globais operam em queda nesta manhã. Por volta das 8h, o futuro do S&P 500 cedia 0,16% e o do Nasdaq recuava 0,39%. Na Europa, o Stoxx 600 perdia 0,24%. Já o petróleo Brent para setembro caía 0,99%, cotado a US$ 72,24 por barril, em Londres. Os investidores também monitoram uma possível intervenção do governo japonês para conter a desvalorização do iene, após a moeda renovar as mínimas em cerca de 40 anos frente ao dólar. No horário citado, a divisa americana subia 0,03% ante o iene, para 162,705. O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,20%, aos 101,36 pontos. O cenário externo mais cauteloso pode pressionar os ativos brasileiros, especialmente o Ibovespa, que vem acumulando perdas em meio ao movimento de rotação global para ações de tecnologia. As ações da Petrobras também devem ficar no radar, tanto pela queda dos preços do petróleo quanto pela decisão da companhia de manter o preço do diesel em R$ 3,30 por litro, mesmo após o governo anunciar a suspensão da subvenção de R$ 0,35 por litro. No campo político, a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) nas simulações de primeiro e segundo turnos. Em um eventual confronto direto, Lula aparece com 48,8% das intenções de voto, ante 42,3% de Flávio, uma diferença de 6,5 pontos percentuais. Na rodada anterior, o presidente registrava 48,9%, enquanto o senador tinha 41,8%, o que representava uma vantagem de 7,1 pontos. Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve — Foto: Graeme Sloan/Bloomberg