Cruz-maltino não consegue reagir no Brasileiro, onde chegou a oito rodadas sem vencer 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cuiabano briga pela bola na derrota do Vasco para o Palmeiras — Foto: Cesar Greco/Palmeiras O Vasco foi a São Paulo empolgado com a goleada no Paraguai e a classificação pela Sul-Americana, no meio da semana. Mas voltou com uma grande dor de cabeça. A derrota por 4 a 1 para o Palmeiras, que abriu seis pontos do Flamengo na liderança do Brasileirão, só não teve impacto maior porque a maioria dos concorrentes diretos na fuga do rebaixamento também não foi bem na rodada. Mas não há motivo para alívio. Apesar do revés, a distância para a saída do Z4 não cresceu tanto. Aumentou em apenas um ponto. Com 22, o Vasco agora vê Grêmio e Internacional, os primeiros fora da zona, com 25. O colorado ficou no empate com o Atlético-MG, e o tricolor gaúcho perdeu para o Bragantino. Só que o maior problema do Vasco até aqui não tem sido a concorrência. Mas, sim, sua própria incapacidade de reagir na competição. São oito jogos sem vencer no Brasileiro e só dois pontos conquistados dos últimos 24 disputados. A cada rodada, a conta fica mais dramática. Para chegar aos 46 pontos, marca a partir da qual nunca um time foi rebaixado no formato atual, o cruz-maltino precisa conquistar 24 dos 45 que ainda estão em disputa. Ou seja: necessitaria de um aproveitamento de 53,3%, muito maior do que os 31% atuais. E a sequência de jogos não é animadora. No sábado, o time recebe o Cruzeiro, quinto colocado. Uma semana depois, tem o clássico com o Fluminense, hoje em quarto. Em seguida, faz confronto direto com o Grêmio, só que fora de casa. Isso tendo que administrar, ao mesmo tempo, os outros torneios. Na quarta-feira, começa a disputar com o Vitória uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. — Não vamos abdicar de nenhuma competição. Mas em alguns momentos temos que perceber que, para lutar e ter essa ambição, nos custa — explicou o técnico Pedro Emanuel. O jogo contra o Palmeiras ilustra bem os problemas que levaram o Vasco a esta situação. Embora venha evoluindo com o novo treinador, o grupo é limitado. Para ser competitivo, precisa de um alto nível de concentração. Além, claro, de eficiência. Neste domingo, ela mais uma vez não apareceu. O Vasco foi superior ao Palmeiras no primeiro tempo. Mas pecou na conclusão. Na volta do intervalo, a concentração pareceu ter ficado no vestiário. O alviverde marcou três gols nos dez minutos iniciais da segunda etapa. Primeiro, numa bela finalização de Flaco López na entrada da área. Depois, num pênalti convertido por Vitor Roque, após bola na mão de Cuesta. Em seguida, Maurício concluiu contra-ataque iniciado após falha de Sosa. A motivação vascaína foi à lona. No fim, Flaco ainda teve espaço na frente da área para encobrir Léo Jardim, adiantado. Colidio fez o de honra, nos acréscimos. Se não mudou o resultado, o argentino trouxe esperança para a torcida de, enfim, ter um atacante com faro de gol. Fora de campo, este também é o sentimento. Antes do jogo, o diretor de futebol Admar Lopes se encontrou no gramado com Marcos Lamacchia, que negocia para adquirir 90% da SAF, e sua madrasta, a presidente do Palmeiras, Leila Pereira. O investidor aguarda a liberação pela Justiça do processo competitivo, quando o Vasco poderá receber propostas de interessados. — A gente está esperando a Justiça liberar o leilão para podermos transformar o Vasco — disse Lamacchia ao ge.