PUBLICIDADE Cruz-maltino perdeu para o Olimpia e já não depende mais de si para garantir vaga direta nas oitavas de final Vasco perdeu de virada para o Olimpia — Foto: JOSE BOGADO / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 23:17 Vasco perde para Olimpia e complica classificação na Sul-Americana O Vasco perdeu para o Olimpia por 3 a 1 na Copa Sul-Americana e agora não depende mais de si para avançar diretamente às oitavas de final. A equipe, que utilizou um time alternativo, abriu o placar mas sofreu a virada. Com 7 pontos, o Vasco precisa vencer o Barracas Central e torcer por um tropeço do Olimpia. Caso contrário, enfrentará playoffs, complicando o calendário após a Copa do Mundo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A estratégia da comissão técnica de Renato Gaúcho de não priorizar a Copa Sul-Americana tem seus altos riscos, que viraram realidade para o Vasco ontem, no Defensores del Chaco. O cruz-maltino até abriu o placar sobre o Olimpia, mas levou a virada, perdeu por 3 a 1 e ainda viu os paraguaios tomarem a liderança do Grupo G. Agora, não depende mais de si para ir diretamente às oitavas de final, direito apenas dos líderes. Com a vitória em casa, os paraguaios foram aos 10 pontos. Com 7, o Vasco precisa vencer o já eliminado Barracas Central e torcer para uma vitória do Audax Italiano sobre o Olimpia na última rodada para gerar um empate triplo em pontos no grupo. No confronto direto, primeiro critério de desempate, está à frente do Olimpia. Contra o Audax, a decisão iria para o saldo de gols (hoje, 1 a 0 para o Vasco). O segundo lugar garante vaga nos playoffs, diante de um dos terceiros colocados da Libertadores. Se não conseguir a combinação de resultados e for aos playoffs, o cruz-maltino pode ver a competição se tornar uma dor de cabeça na volta após a Copa do Mundo. Isso porque teria dois jogos a mais em seu calendário, em uma logística de encaixe sempre complexa desde que a Conmebol instituiu essa fase na Sula. Num mata-mata e com o Campeonato Brasileiro virando de turno, a decisão sobre qual time utilizar ficaria ainda mais delicada. Pressão dos donos da casa Ontem, o jogo começou com muito volume de jogo dos paraguaios. Diferentemente do duelo entre as equipes em São Januário, quando lançou um time alternativo, o técnico “Vitamina” Sánchez colocou força máxima em campo. Como era de se esperar, levou vantagem para cima de um Vasco reserva e muito jovem. Faltava capricho aos paraguaios nas jogadas. Foram 21 tentativas de cruzamento só no primeiro tempo. O perigo acabava vindo mais nas segundas bolas, vivas dentro da área cruz-maltina. Na jogada mais perigosa, Léo Jardim foi ágil para evitar um desvio para o gol. Entre altos e baixos nas tentativas de se defender, o Vasco executava razoavelmente seu plano de ataque: jogar nas costas da defesa e explorar a transição. Marino Hinestroza, que teve a bola em muitos desses contra-ataques, acertava nos dribles e no direcionamento das jogadas, mas pecava no último passe. Ele e David perderam chances claras no primeiro tempo, que ainda terminaria com vitória parcial do Vasco. Em escanteio, o zagueiro Cuesta apareceu para abrir o placar. Cuesta abriu o placar para o Vasco — Foto: JOSE BOGADO / AFP O comportamento e os critérios do árbitro Wilmar Roldán irritaram o time do Vasco. Econômico na marcação de faltas, o colombiano expulsou Marcelo Salles, técnico vascaíno (substituindo o suspenso Renato Gaúcho), por reclamação. Também foi linha dura com as saídas de bola de Léo Jardim e chegou a protagonizar uma pitoresca ajeitada na bola em cobrança de escanteio pouco antes do gol. Com mais essa dificuldade, o Vasco voltou para o segundo tempo já sabendo que enfrentaria uma pressão intensa dos donos da casa. E cedeu aos 22, quando Gamarra empatou de cabeça. — Tínhamos a estratégia clara de dar a bola para o Olimpia e, quando chegasse em bloco médio, a gente faria a pressão para fazer a transição. Isso deu certo, tivemos oportunidades no decorrer do jogo, por duas ou três vezes podíamos ter matado a partida. Mas quero falar que o critério (da arbitragem) não foi o mesmo para as duas equipes — analisou Bruno Lazaroni, auxiliar que assumiu a equipe após a expulsão de Salles. A situação ficou ainda mais complicada após a justa expulsão do jovem João Vitor, o Mutano, que entrou com pé alto em divida com Alfonso. A partir daí, o Olimpia teve o jogo todo para si. A virada veio em marcação de falta duvidosa à direita da área, que terminou com gol de Sandoval, explorando as dificuldades na bola área do Vasco. Ainda houve tempo para, na “lei do ex”, Sebastián Ferreira, que atuou em São Januário em 2023, ampliar para o Olimpia.
Uso de time alternativo cobra conta em derrota, e Vasco pode ver Sul-Americana virar dor de cabeça; leia análise
Cruz-maltino perdeu para o Olimpia e já não depende mais de si para garantir vaga direta nas oitavas de final
















