Sob gestão de Aleksander Ceferin, entidade europeia anunciou boicote a competições da Fifa após controverso projeto de abrir entidade mundial a investidores privados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente da Uefa e cotado para disputar comando da Fifa com Infantino, Alexander Ceferin negou que se candidatará ao controle na entidade — Foto: Johann Groder/AFP Aleksander Ceferin, presidente da poderosa confederação europeia de futebol (Uefa), não será candidato à presidência da Fifa nas eleições de março de 2027, anunciou o dirigente esloveno ao podcast britânico The Rest is Politics. Ceferin, à frente da Uefa desde 2016, é um dos principais opositores do atual presidente da Fifa, Gianni Infantino, que viu sua posição enfraquecida após o fracasso de seu controverso projeto de abrir a entidade mundial a investidores privados. "Não estou interessado" na presidência da Fifa, declarou Ceferin. "Gosto da Uefa e do trabalho que realizo nela [...]. Minha credibilidade [como opositor de Infantino] é ainda maior se eu não estiver interessado nesse cargo", explicou. O dirigente esloveno de 58 anos, cujo mandato na Uefa termina em 2027, acrescentou que quer "aproveitar a vida", mas até agora manteve o suspense sobre a intenção de se candidatar novamente ou não. Veja imagens da final da Copa do Mundo 2026 1 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 2 de 20 Yamal e seu irmão Keyne brincando com a rede do gol da final da Copa do Mundo — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Messi observa festa da Espanha após Argentina perder final da Copa do Mundo — Foto: Lars Baron / Getty Images via AFP 4 de 20 Keyne Yamal no telão do jogo entre Espanha e Bélgica, nas quartas de final da Copa do Mundo — Foto: David Ramos/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Messi e Cubarsí na final da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Carl Recine/Getty Images/AFP 6 de 20 Messi chora com a medalha de prata após a Argentina perder a final da Copa para a Espanha — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Keyne Yamal no campo da final com a taça da Copa do Mundo — Foto: MAURO PIMENTEL / AFP 8 de 20 Dani Olmo e companheira comemoram título da final da Copa — Foto: FRANCK FIFE / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 'Eles foram melhores', admite Scaloni após derrota da Argentina na final da Copa do Mundo — Foto: Carl Recine/Getty Images/AF 10 de 20 Messi com a medalha de prata após derrota da Argentina para Espanha na final da Copa — Foto: PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Rodri durante final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina — Foto: Justin Setterfield / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 12 de 20 O meio-campista espanhol número 16, Rodri, ergue o troféu com seus companheiros de equipe após a vitória na final da Copa do Mundo de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: JUAN MABROMATA / AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Ferran Torres marcou o gol da Espanha na final da Copa — Foto: David Ramos / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP 14 de 20 O atacante espanhol nº 17 Nico Williams (E) chuta para marcar um gol passando pelo goleiro argentino nº 23 Emiliano Martinez, antes do gol ser anulado por uma falta na jogada, durante a final da Copa do Mundo de Futebol de 2026 entre Espanha e Argentina — Foto: PAUL ELLIS / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Rodri, da Espanha, carrega a bola diante dos marcadores da Argentina, na final da Copa — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP 16 de 20 Lamine Yamal, camisa 19 da Espanha, domina a bola durante a partida da final da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Espanha e Argentina, no New York New Jersey Stadium, em 19 de julho de 2026, em East Rutherford, Nova Jersey. — Foto: Kevin C. Cox/Getty Images/AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, na final da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP 18 de 20 Enzo Fernández é expulso na final da Copa do Mundo após dura falta em Cubarsí — Foto: Jewel SAMAD / AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Lionel Messi, da Argentina, na final da Copa do Mundo, diante da Espanha — Foto: JUAN MABROMATA / AFP 20 de 20 Emiliano Martínez, da Argentina, na final da Copa contra a Espanha — Foto: ANGELA WEISS / AFP X de 20 Publicidade Espanha venceu a Argentina por 1 a 0 e conquistou seu bicampeonato Sob sua gestão, a Uefa anunciou que boicotaria todas as competições da Fifa, incluindo as Copas do Mundo, uma ameaça reiterada mesmo após a retirada do projeto de Infantino, que a entidade europeia combateu abertamente desde o início. "A primeira opção é que ele perceba que não tem os apoios [necessários para a reeleição]. A outra opção é que ele participe da eleição, mas, nesse caso, acredito que teremos um candidato contra ele. Não sei ainda quem", explicou Ceferin, que afirma não ter conversado com Infantino, ex-secretário-geral da Uefa, desde o início desta crise. Presidente da Concacaf poderia concorrer Segundo diferentes veículos de imprensa, o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe), poderia ser candidato contra Infantino nas eleições de 2027. Assim como a Uefa, a Concacaf é a confederação que mais tem manifestado oposição a Infantino, tal qual a AFC (Confederação Asiática). As três confederações assinaram recentemente um texto conjunto para "unir a família do futebol" em torno de sua causa. Infantino e o presidente dos Estados Undios, Donald Trump, durante a cerimônia de premiação da final da Copa do Mundo, em julho — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP Em entrevista publicada no domingo no site da Fifa, Infantino defendeu sua visão de um futebol globalmente mais equilibrado. "Queremos desenvolver o futebol em cada uma de nossas 211 federações-membro em todo o mundo. Algumas, infelizmente, não precisam disso e não querem que outras progridam, mas devemos reduzir as diferenças entre os grandes países e os demais", declarou Infantino, que neste fim de semana esteve com Montagliani em uma reunião da União Caribenha de Futebol (CFU), na República Dominicana. "O que ouço é que eles [os dirigentes da Fifa] alegam que a Europa é arrogante com eles", declarou Ceferin ao podcast. "Mas acho que alguém deveria lembrá-lo [Infantino] de que ele é europeu [ítalo-suíço] e que foi apoiado pela Uefa", ressaltou. As eleições para a presidência da Fifa ocorrerão em março de 2027, em Rabat, no Marrocos, e Infantino — no cargo desde 2016 — é, por enquanto, o único candidato declarado ao pleito.