À frente da revolta para afastar Gianni Infantino do comando da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Aleksander Ceferin envolveu a Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) na batalha mais dura de sua década como presidente, depois de ter travado com sucesso as lutas para impedir a Superliga e a Copa do Mundo bienal.
O esloveno de 58 anos, que estará em Salzburgo na quarta-feira (12) para a Supercopa da Uefa entre PSG e Aston Villa, é um líder atípico: ele não é movido por ambição pessoal, tendo descartado firmemente a possibilidade de concorrer à presidência da Fifa em março.
Mas, sem a figura desse advogado criminalista de olhar glacial, o espanto geral provocado pelo projeto de abrir a Fifa a investidores privados, articulado secretamente por Infantino, não teria desencadeado uma tempestade de proporções tão grandes.
A Uefa lançou mão de seu arsenal nuclear, ameaçando boicotar as competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, mas não parou por aí. Mesmo após o projeto ter sido abandonado, a entidade máxima do futebol europeu continuou a guerra, considerando seu relacionamento com Infantino, que liderou a Fifa de 2009 a 2016, irremediavelmente rompido.
"Não sou um showman"














