Grupos organizados para agredir pessoas em situação de rua e supostos suspeitos de furtos e roubos atuam há pelo menos três anos em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro. A informação consta em inquérito da Promotoria, relatos de moradores e observadores de direitos humanos na cidade.

A participação de seguranças em agressões é alvo de investigação da Polícia Civil pela morte de Cláudio Rafael Landeiro, 37, vítima de linchamento no dia 12 de agosto, após ser falsamente acusado do roubo de uma bicicleta que pertencia à irmã.

Segundo a polícia, um segurança e dois homens com mochilas de entregadores participaram da ação, além de um segundo vigilante que teve participação acessória. Quatro pessoas foram presas. A reportagem não conseguiu identificar as defesas.

Os moradores de Copacabana afirmam que dois movimentos de justiçamento ocorrem simultaneamente há pelo menos três anos.

Um deles é formado por seguranças de bares e restaurantes do bairro, que recebem para fazer a vigilância noturna dos estabelecimentos e são contratados, na prática, para evitar que pessoas em situação de rua peçam dinheiro ou comida aos clientes.