Aos 21 anos, ator dá vida ao ídolo na peça idealizada por dona Déa Lúcia e destaca legado do humorista para a cultura brasileira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 João Pedro Chaseliov, de 21 anos, interpreta Paulo Gustavo na peça 'Meu Filho É Um Musical' — Foto: Divulgação Transformar situações cotidianas e exageros maternos em piadas praticamente universais. O que o ator Paulo Gustavo começou fazendo lá no início dos anos 2000, no teatro, e depois, a partir dos anos 2010, no cinema e na televisão, outro ator, João Pedro Chaseliov, de 21 anos, começou fazendo nas redes sociais, em 2020. Hoje, as histórias dos dois atores, de gerações totalmente diferentes e que homenagearam suas mães através do humor, se cruzam nos palcos, com a peça "Meu Filho é Um Musical". João Pedro vive Paulo Gustavo no espetáculo idealizado por dona Déa Lúcia e Renata Borges, com direção de João Fonseca. O rapaz conta que, mesmo criança, cresceu consumindo tudo que Paulo fazia - tinha 11 anos quando viu o primeiro filme do humorista no cinema - e avalia que ele ainda tem uma influência importante na cultura brasileira. "O Paulo é uma referência absurda para mim e para a minha geração. Ele moldou a nossa forma de enxergar o humor e a maneira de fazer comédia no Brasil. Tudo isso sendo um homem gay, vestido de mulher, homenageando a própria mãe e transformando a sua família em arte. Ele abriu caminho para que muitos jovens enxergassem outras possibilidades de existir e se expressar ", conta o rapaz. A maior aproximação veio já no fim da adolescência. Durante a pandemia, João Pedro viralizou nas redes sociais com os vídeos imitando a própria mãe, o que acabou depois virando trabalho. A experiência funcionou quase como uma preparação para o que iria viver nos palcos anos depois. "Eu comecei sem pretensão, para aliviar a ansiedade. As pessoas comparam minha mãe à Dona Hermínia. E acho que assim como o Paulo carregava a Dona Déa nele, eu também carrego minha mãe em mim. Eu sempre fui fã dele e estar hoje nesse lugar, interpretando esse gênio, é uma honra e uma alegria difíceis de colocar em palavras. Poder fazer parte dessa homenagem e ajudar a manter vivo o legado dele é o que mais me emociona", diz o ator. O espetáculo encerrou a temporada no Rio com mais de 40 mil espectadores, em menos de dois meses no Teatro Multiplan, na Barra da Tijuca. Agora está em cartaz em São Paulo, para uma curta temporada no Teatro Renault.