Prestes a estrear 'Meu filho é um musical', que homenageia o ator, apresentadora conta sacrifícios que fez para sustentar a família e revela como começou a cantar Déa Lúcia Amaral — Foto: Divulgação/Beatriz Damy-TVGlobo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 19:01 Déa Lúcia homenageia Paulo Gustavo com musical emocionante no RJ Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, estreia "Meu filho é um musical", em homenagem ao ator falecido. O espetáculo, no Teatro Multiplan, narra a trajetória do humorista, famoso por "Minha mãe é uma peça". Déa, que se reinventou aos 78 anos como apresentadora, compartilha sacrifícios para sustentar a família e sempre apoiou o filho, inspirando outras mães a acreditarem no potencial de seus filhos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO "O coração só está batendo por teimosia. Tem hora que ele bate na boca e volta", diz Déa Lúcia Amaral às vésperas da estreia de "Meu filho é um musical", que abre temporada nesta quinta-feira (28) no Teatro Multiplan, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Inspirada na trajetória de seu filho, o ator Paulo Gustavo (1978-2021), a superprodução em estilo Broadway conta a história do humorista da infância ao estrelato — marcado, dentre outros sucessos, pelo espetáculo e trilogia de filmes "Minha mãe é uma peça", homenagem dele para ela. Idealizado por Déa e pela filha, a irmã do humorista, Ju Amaral (que dirige com João Fonseca), o espetáculo aprofunda histórias da família apresentadas pelo próprio artista. Na trama escrita por Fil Braz ("Minha mãe é uma peça" e "220 volts") com colaboração de Beatriz Coelho, o público acompanha de perto os desafios vividos por Déa para sustentar os dois filhos, que incluía atividades das mais variadas, desde vender quentinhas até cantar nas noites de Niterói e do Rio. — Um dia fui assistir a uma seresta e um cara me convidou para cantar. De cara, eu disse que não sabia, mas acabei ficando de pé e cantando — relembra. — Depois o vice-presidente cultural da AABB me chamou para participar de um projeto chamado Mesa de Botequim, e a coisa foi seguindo. Como eu não podia pagar alguém para tomar conta, aonde eu ia, levava meus filhos. Eles conviveram o tempo todo com arte, e o Paulo Gustavo ficou fascinado, porque nasceu com essa veia artística. O ator resgatou essa memória em seu último espetáculo, "O filho da mãe", mistura de show com stand-up estrelado por ele e por Déa em 2019. Juntos, os dois cantaram as músicas que marcaram o repertório da mãe e a infância do humorista. Foi a primeira vez que Déa pôde se dedicar plenamente ao canto, o que deixou Paulo tão animado que já começou a pensar em outros projetos. Paulo Gustavo e Dona Déa na peça 'Filho da mãe', em 2019, quando dividiram o palco — Foto: Rubens Cerqueira/Divulgação — Depois que a gente ficou um ano viajando pelo Brasil, ele falou: “mãe, agora vou fazer um musical para você cantar mais”. Mas veio a pandemia e aconteceu tudo isso. Então resolvi homenageá-lo com um musical contando a história daquele menino que sempre sonhou em ser artista — conta Déa. Idealizada por ela, a abertura do espetáculo relembra esta última turnê: uma projeção de Paulo aparece procurando os cadernos antigos da mãe pouco antes de ela própria aparecer no palco cantando “Fascinação”, sucesso na voz de Elis Regina. Em algumas sessões, a cena é com Stella Maria Rodrigues, que participou de “Minha mãe é uma peça 3” e foi convidada por Déa para interpretá-la na peça. No papel dele, alternam-se, cada um em uma sessão, os atores João Pedro Chaseliov e Pierre Baitelli. Dona Déa Lúcia, mãe de Paulo Gustavo, ao lado dos atores João Pedro Chaseliov e Pierre Baitelli, que o interpretam em "Meu filho é um musical" — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo Com o apoio do filho, Déa Lúcia se reinventou e vem se dedicando cada vez mais à carreira artística. Aos 78 anos, ela atua como apresentadora fixa do Domingão com Huck há quatro anos, e já participou de outros programas do Grupo Globo, como "Falas da vida" e "Desencontro de gerações". Mas antes disso tudo, foi ela quem deu suporte para que o filho se realizasse. — Mesmo às vezes zangando para colocá-lo no eixo, apoiei os desejos dele, e foi isso que fez meu filho ser o que foi. Quantos rapazes e moças têm sonhos e a família trava? Eu nunca travei — afirma. — Quando ele tinha 13, 14 anos, vi que ele era gay, e nunca recriminei, nunca botei numa caixinha. Acho que esse musical também vai inspirar aquelas mães que consideram seus filhos "diferentes" a acreditar no potencial deles. Serviço Onde: Teatro Multiplan, Village Mall, Barra.Quando: qua a sex, às 20h; sáb e dom, às 16h e às 20h. Até 19 de julho. Estreia quinta (28).Quanto: de R$ 180 (camarotes e frisas) a R$ 360 (plateia vip).Classificação: livre.