Escritora especialista em etiqueta e comportamento, Claudia Matarazzo tira essas dúvidas e atualiza os códigos do contato telefônico 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Adolescente com celular: uso mais frequente é para mensagens em áudio e texto — Foto: Freepik Levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostra que o brasileiro nunca usou tão pouco as redes móveis para chamadas tradicionais com seus celulares. Ou seja: nunca se falou tão pouco ao telefone. Em 2026, foram, em média, 19 minutos de ligações mensais por usuário, o menor patamar da série histórica e uma queda de 80% em relação a dez anos atrás. As conversas migraram para aplicativos como WhatsApp, Facebook, Telegram e Signal, que já respondem por 55% do tráfego total de comunicação de voz estimado no país. Com isso, ligar para alguém exige etiqueta mais apurada nos dias de hoje. Pode sem avisar? E o horário? Se a pessoa não atender, tentar quantas vezes mais? Vale áudio longo? Claudia Matarazzo, escritora e consultora de comportamento e cerimonial e influenciadora digital — Foto: Divulgação Em conversa com O GLOBO, a escritora especialista em etiqueta e comportamento Claudia Matarazzo tira essas dúvidas e atualiza os códigos do contato telefônico em tempos de WhatsApp. Veja a seguir as dicas e explicações que ela deu: Modo corporativo Ligações de trabalho sem avisar devem ser evitadas ao máximo, exceto em casos urgentes. Aqui vale o clássico “pode falar?” e aguardar a resposta. No ambiente profissional, é educado, ligar no máximo até as 18h. Depois disso, a pessoa já está cansada ou se preparando para ir embora. É questão de estratégia: se puder esperar, deixe para o dia seguinte. Envio de áudios O primeiro áudio deve ter, no máximo, um minuto. Se for sobre trabalho, mande o áudio com legenda, pois fica mais fácil para a pessoa localizar o assunto . Você envia “sobre tal assunto”, com uma seta para baixo, e o áudio. Isso é fundamental. Procure enviar áudios curtos em assuntos pessoais. Nem sempre a pessoa tem tempo de ouvir ou está em um lugar onde possa escutar. Íntimos Para amigos e família não há o menor problema ligar sem avisar, como se fez a vida inteira. Relacionamento e ‘crush’ Os mais jovens têm dificuldade maior em falar ao telefone, ao vivo, e presencialmente. Em relacionamentos amorosos, é possível ligar. Vejo muitos jovens falando que, se telefonar, já equivale a um pedido de casamento, mas não penso assim. Ligar demonstra que se está querendo falar ao vivo com a pessoa. Mas não vale ligar insistentemente. Pedido de favor O ideal é primeiro marcar um café e pedir pessoalmente, se for uma coisa delicada ou mais importante. Se for um favor simples, marque a conversa por telefone, não por mensagem. De frente para a pessoa, dá para perceber a reação, negociar e explicar melhor. Assuntos urgentes Ligar no caso de urgência só se estiver relacionado à saúde. Existe diferença entre o que é urgente e o que se quer resolver logo. Na segunda alternativa, o melhor é enviar mensagem e áudio. Ligações não atendidas O ideal é não insistir, há o registro. Mas vale, algum tempo depois, enviar mensagem: “Olha, te liguei. Se puder, vamos conversar?”
Em tempos de 'zap', pega mal telefonar? E como mandar áudio sem gafe? Veja a nova etiqueta do celular
Escritora especialista em etiqueta e comportamento, Claudia Matarazzo tira essas dúvidas e atualiza os códigos do contato telefônico







