Rubro-negro não teve forças para manter nível do começo do jogo e mudanças não surtiram efeito 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Carrascal durante a derrota do Flamengo para o Cruzeiro, no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro — Foto: Adriano Fontes / Flamengo O Flamengo levou uma grande ducha de água fria em Belo Horizonte. No momento em que atingira o melhor nível de atuação na temporada e sonhava com a liderança do Brasileirão, voltou a vacilar e foi castigado. A derrota de virada por 2 a 1 para o Cruzeiro, com um gol sofrido nos acréscimos, freou sua boa sequência (já eram nove partidas de invencibilidade) e atrapalhou seus planos. Com 45 pontos, o rubro-negro pode ver o Palmeiras voltar a abrir seis. O líder do Brasileiro, com 48, recebe o Vasco neste domingo em São Paulo. O esgotamento claramente atrapalhou o Flamengo no Mineirão. O time fez um primeiro tempo de muita qualidade. Mas, depois, "derreteu". Nos primeiros 45 minutos, o Flamengo exerceu uma pressão na saída de bola que quase não deixou o rival jogar. As poucas vezes em que o Cruzeiro chegou com algum perigo foram pela esquerda rubro-negra, onde Samuel Lino deixou algum espaço. Ainda assim, nada que tenha obrigado Rossi a trabalhar. Ao mesmo tempo, o Cruzeiro não conseguiu acompanhar a construção em toques rápidos do Flamengo, que encontrou muito espaço na entrada da área. Foi numa dessas oportunidades que Arrascaeta achou Pedro livre, e o centroavante finalizou com categoria para abrir o placar, aos 21 minutos. A etapa inicial do Flamengo só não foi perfeita porque Lino e Carrascal não conseguiram acompanhar Pedro e Arrascaeta. Com isso, o rubro-negro não chegou, pelos lados, com a mesma qualidade que pelo centro. Mas, na volta do intervalo, o bom futebol virou pó. O cansaço era nítido nos jogadores, que começaram a errar demais. E o Cruzeiro, que empatou aos 9 com um golaço de fora da área de Arroyo, logo passou a dominar. Chamou a atenção, contudo, que jogadores que entraram na segunda etapa (logo, estavam mais descansados) erraram tanto quanto os titulares. Principalmente Bruno Henrique e Plata. Com isso, as mudanças do técnico Leonardo Jardim para tentar conter o crescimento do rival e voltar a dominar o jogo não surtiram efeito. Claro que o cansaço não era só do lado do Flamengo. Se o Cruzeiro não virou mais cedo, foi justamente porque seus jogadores também erraram demais e não conseguiam mais correr. Mas, quando o empate parecia sacramentado, um toque de calcanhar displicente de Ayrton Lucas no meio de campo cedeu uma última jogada para o time mineiro. Gerson levantou na segunda trave, e Villalba ajeitou para a conclusão de Matheus Pereira. A bola ainda desviou entre as pernas de Léo Ortiz, enganando Rossi e deixando a derrota ainda mais amarga. Agora, resta ao rubro-negro aproveitar a semana sem jogo para esfriar a cabeça e, principalmente, se recuperar do desgaste. No domingo, contra o Botafogo, no Maracanã, inicia nova maratona. Serão sete partidas em três semanas.
Esgotamento faz Flamengo 'derreter' e abusar dos erros após 1º tempo quase perfeito contra o Cruzeiro; análise
Rubro-negro não teve forças para manter nível do começo do jogo e mudanças não surtiram efeito






