Trio formado por Arrascaeta, Lino e Pedro dá o tom do alto nível de futebol praticado pelo rubro-negro após cobranças por melhor desempenho desde o fim da Copa do Mundo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Arrascaeta e Fabrício Bruno assistindo trajetória da bola após finalização do uruguaio, na Libertadores, em duelo do Flamengo e Cruzeiro — Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo Um mês depois da final da Copa do Mundo, o Flamengo fez o futebol brasileiro enfim sair da borracharia. Com uma partida exuberante diante do Cruzeiro, venceu com autoridade no Maracanã pelas oitavas de final da Libertadores, por 2 a 1, e se classificou com uma mistura de domínio coletivo e uma soma de grandes atuações individuais. Arrascaeta e Lino foram os destaques do jogo com dois golaços, mas Pedro acabou como a cereja do bolo pelos passes açucarados nas jogadas. O Cruzeiro, que apostou em um jogo mais recuado, foi encurralado e só conseguiu reagir no segundo tempo, quando saiu para o ataque e empatou com Romero. Mas o Flamengo reagiu rápido após o apagão defensivo e terminou senhor do jogo. Nas quartas de final, o Rubro-negro agora aguarda o adversário do confronto entre Independiente del Valle, do Equador, e Tolima, da Colômbia, que jogam semana que vem. Flamengo e Cruzeiro se enfrentam pelo Brasileirão, sábado, e seguem na disputa pelo título nos pontos corridos ao lado do Palmeiras. Trio de ouro Antes do confronto pela Libertadores, o roteiro era de ameaça de crise flamenguista em função da dificuldade de exibir o seu melhor futebol e também pelo fato de o clube não ter tido sucesso no mercado, para aumentar o nível do elenco. Do lado cruzeirense, houve contratações, subida de produção no Brasileiro, e expectativa por um enfrentamento de igual para igual, o que o jogo da ida em Belo Horizonte também indicou. Mas no Maracanã lotado, com a torcida a seu favor, o Flamengo chegou ao auge tão cobrado. Fisicamente muito bem, mesmo com Pedro e Arrascaeta juntos, pressionou o rival desde o início, com Lino a todo vapor nas jogadas de velocidade. A principal arma rubro-negra pelo chão era o trio que Pedro como referência, com Arrascaeta e Lino vindo de trás. A dupla se procurava pelo meio para tabelar e chamar o nove. Nos primeiros minutos, houve várias chances. Já o Cruzeiro não chegou ao gol de Rossi. Além de não conseguir atacar, ficou encurralado na defesa. Gerson perseguido Com Gerson e Matheus Pereira bem marcados e o camisa oito vaiado do início ao fim, os mineiros erravam passes e não avançavam. Pedro, Lino e também Plata cumpriam o papel tático com perfeição. Com a bola, o Flamengo saía em velocidade quando surpreendia o ataque cruzeirense e causava mais estragos ainda, sobretudo pelo lado esquerdo. Depois da parada para hidratação, o Cruzeiro tentou reagir, mas seguiu errando passes e foi pressionado. Mesmo atordoado, o time visitante mantinha suas linhas plantadas próximo da área. A chave para destravar foi Arrascaeta. O camisa 10 entrou tabelando com Pedro e acertou um chute colocado no ângulo, fazendo 1 a 0 aos 34 minutos. Apagão rubro-negro Na volta do intervalo, o Flamengo cochilou. O Cruzeiro voltou com postura ofensiva, quase fez um gol logo de cara, mas a bola foi tirada em cima da linha. Na sequência, empatou. De longe, Romero acertou um chute cruzado e Rossi caiu atrasado. Depois do gol, o time mineiro enfileirou chances esticando bolas nas costas da defesa do Flamengo, e por pouco não virou a partida. Em 10 minutos, já havia finalizado mais do que em todo o primeiro tempo. Mais uma vez, a chave era Arrascaeta. Que achou passe por dentro para Pedro preparar para Lino entrar na área livre e fazer o segundo.