Em jogo eletrizante pelas oitavas da Libertadores, rubro-negro buscou empate com gol de Paquetá, e teve espaços para fazer mais; volta acontece no Maracanã na próxima semana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Time do Flamengo comemora gol de Paquetá contra o Cruzeiro na Libertadores — Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP A decisão da vaga nas quartas de final da Libertadores ficou para o Maracanã. Flamengo e Cruzeiro entregaram um duelo eletrizante e de muita aplicação no jogo de ida, no Mineirão, com Keny Arroyo e Lucas Paquetá encontrando as redes no segundo tempo, e o placar de 1 a 1 retratou bem um confronto no qual o equilíbrio ditou o tom. No fim das contas, as equipes priorizaram sair vivas para a segunda parte dos 180 minutos. Na próxima quarta-feira, às 21h30, quem vencer no Rio de Janeiro segue em frente no sonho por um novo título continental, enquanto outra igualdade levará à disputa de pênaltis. A impressão é de que muitos dos nomes que carregam as expectativas de protagonismo — como Arrascaeta e Kaio Jorge — não encontraram o melhor encaixe ontem, mas nada que tenha abaixado a rotação no gramado. O rubro-negro ainda deixa o sentimento misto de ter buscado a desvantagem no placar, mas não ter aproveitado os espaços para até sair com uma virada — o que passou pelas escolhas do treinador Leonardo Jardim no reencontro com o ex-clube. Paquetá e Pedro, peças decisivas no gol do empate, começaram no banco de reservas e só entraram quando o Cruzeiro já tinha a liderança do marcador. O treinador português decidiu fazer mudanças em dois setores na sua equipe titular. Nas laterais, que já tinham Ayrton Lucas garantido em nova ausência de Alex Sandro por questões físicas, Jardim escolheu Royal em vez de Varela. A dupla até teve bastante a bola e subiu de produção na segunda etapa, mas pode ser considerada nota negativa por conta dos variados desencontros e do acúmulo de decisões erradas. Na frente, Plata assumiu a ponta direita, e Bruno Henrique entrou no lugar de Pedro. A escalação entregava a estratégia de uma equipe mais móvel e apostando nos contra-ataques como visitante, mas o campo até mostrou um Flamengo que teve mais posse de bola (53% a 47%) e as melhores ações. Bruno Henrique e Gerson disputam bola — Foto: Adriano Fontes/Flamengo De fato, o time teve uma forte dinâmica de trocas de posições, principalmente entre Samuel Lino e Arrascaeta pelo lado esquerdo, mas faltou objetividade. Bruno Henrique conseguiu uma finalização resvalando o travessão do goleiro Otávio, mas ficou mais encaixotado do que solto. Um reflexo de que o jogo tinha ganhado uma outra cara, e ambos os treinadores demoraram a fazer ajustes. Tanto o rubro-negro quanto o time celeste encontraram bons chutes de fora da área para compensar a falta de espaço. Inclusive, com Arroyo dando sinais do que viria a acontecer. Os gols saíram em lances isolados, mas que ao menos premiaram as equipes por não terem se escondido. O Cruzeiro pulou à frente do placar explorando a fraqueza do lado esquerdo da defesa do Fla — e um bote afoito de Samuel Lino. Arroyo recebeu no canto da grande área e deu um corte seco no atacante, antes de acertar um chute de rara felicidade no ângulo do goleiro Rossi. Já o rubro-negro empatou em jogada após falta sofrida por Pedro. O centroavante cabeceou na trave após cruzamento de Ayrton Lucas, e Paquetá, sozinho, estufou as redes no rebote. A dupla que havia acabado de entrar — substituições que Jardim demorou além da conta para fazer — deu a possibilidade de o Flamengo ter um jogo mais articulado no fim para sair com a vitória. A melhor chance caiu nos pés de Carrascal, mas Otávio espalmou. Do lado do Cruzeiro, todos os chutes passaram ao lado da meta do goleiro Rossi. No próximo domingo, ambos os times serão visitantes no Brasileirão. O Flamengo encara o Mirassol, enquanto o Cruzeiro enfrenta o Corinthians.