Uma juíza federal norte-americana anulou na sexta-feira 21 a suspensão dos trâmites de vistos de residência permanente nos Estados Unidos imposta em janeiro a 75 países, em mais um golpe à agenda anti-imigração do presidente Donald Trump.
Na decisão, Jeannette Vargas, de um tribunal de Nova York, declarou que a política era “contrária à lei” e excedia a “autoridade legal” do secretário de Estado, Marco Rubio.
A medida, em vigor desde 21 de janeiro, suspendia o processamento de vistos de imigrante, ao contrário dos vistos de não imigrante, que permitem a entrada temporária no país, e afetava, entre outros, os pedidos de cidadãos do Brasil, Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen.
O Departamento de Estado havia justificado a decisão alegando que os imigrantes destes países representavam “um alto risco de depender de assistência social ou de se tornarem um peso para as finanças públicas”.
Vargas, no entanto, afirmou que os funcionários consulares foram equivocadamente instruídos a recusar vistos de imigração baseados apenas no país de origem do demandante, mesmo quando se havia determinado que a pessoa cumpria os demais requisitos.










