Enquanto alguns imóveis começam a ganhar nova vida, outros enfrentam ruínas, interdições e a falta de recursos para preservar a memória do bairro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Museu de Arte Naif e Solar dos Abacaxis — Foto: Ana Branco e Foto do Leitor Mais uma alma se salvou no cemitério de casarões históricos abandonados no Cosme Velho. Primeiro foi o grupo Accor que, em 2022, restaurou seis casas antigas do Largo do Boticário e as transformou num hotel. Agora entrou em reforma o casarão do antigo Museu de Arte Naif, comprado pela empresa que opera o bondinho do Pão de Açúcar e que vai abrigar um Polo de Turismo, com loja de artesanato, bar e restaurante. Só que no sepulcrário do bairro há ainda três casarões emblemáticos. Ruiu esta semana a parede lateral direita do "Solar dos Abacaxis", joia arquitetônica do século XVIII. Já a antiga casa e ateliê de Portinari foi interditada pela Defesa Civil. E ainda tem aquela novela que se arrasta desde 2014: transformar a antiga residência da família Geyer, doada ao Museu Imperial de Petrópolis, num museu. A restauração, agora, depende de R$ 12 milhões. É triste.

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