Visita técnica ao terreno no Cosme Velho reacendeu preocupações sobre a preservação do imóvel histórico 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Movimento de pessoas no terreno do Cosme Velho — Foto: Foto do leitor O futuro da capela onde Machado de Assis se casou com Carolina Augusta Xavier de Novais, em 1869, continua cercado de incertezas. O terreno da Rua Cosme Velho, 218, onde funcionava a produtora Casablanca Estudios, recebeu visitas na última segunda-feira. Segundo relatos de moradores da região, representantes de uma incorporadora estiveram no local para avaliar as condições do solo, a viabilidade de novas fundações e a possibilidade de retirada de árvores existentes na área. A movimentação reacendeu a preocupação de vizinhos e defensores do patrimônio histórico. O espaço abriga a capela onde ocorreu o casamento do escritor e já havia sido alvo de denúncias relacionadas a um possível empreendimento imobiliário considerado incompatível com as características urbanísticas da região. A preocupação com o futuro do imóvel levou ao envio de ofícios ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), ao Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) e ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). No terreno, além da capela, muitas árvores incluindo palmeiras imperiais. O caso também chegou à Assembleia Legislativa do Rio. A deputada Dani Balbi (PCdoB) apresentou um projeto de lei que cria a Política Estadual de Preservação do Patrimônio Histórico Literário do Rio de Janeiro. A proposta prevê um cadastro oficial de imóveis, acervos e espaços ligados à memória de escritores fluminenses e estabelece mecanismos para evitar descaracterizações e demolições sem análise dos órgãos de patrimônio. “A memória literária do Rio não pode depender da boa vontade do mercado imobiliário ou de disputas pontuais. Precisamos de uma política permanente para proteger espaços que contam a história do nosso estado”, afirma a parlamentar. A capela ganhou atenção pública após denúncias sobre um possível projeto imobiliário para a área. Entre as preocupações levantadas por moradores e entidades estão a preservação do templo histórico, a manutenção da vegetação existente e a proteção de um espaço considerado parte importante da memória cultural da cidade.
Destino da capela onde Machado de Assis se casou segue cercado de incertezas
Visita técnica ao terreno no Cosme Velho reacendeu preocupações sobre a preservação do imóvel histórico







