Espaço, chamado de 'território livre da democracia no Brasil', será comemorada com apresentação do espetáculo 'Nelson Rodrigues por ele mesmo' 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Evento no Teatro Casa Grande para marcar o fim da censura artística em 1985 — Foto: Fernando Rodrigues O Teatro Casa Grande, que completa 60 anos nesta terça, dia 25, foi batizado por Tancredo Neves (1910-1985) de “território livre da democracia no Brasil”. A frase do político mineiro foi dita em 1984, um ano antes de ser eleito presidente pelo voto indireto, num dos inúmeros atos pela democracia realizados neste bunker cultural de resistência à Ditadura. O reconhecimento do papel do Casa Grande nesta luta — aliás, foi lá que nasceu também o Comitê Brasileiro da Anistia — levou, em julho de 1985, Fernando Lyra, ministro da Justiça do governo Sarney — que assumiu a presidência do país com a morte de Tancredo —, a escolher o teatro para anunciar o fim da censura em letras de música, no teatro, no cinema e outras manifestações culturais. Também nestas seis décadas, o Casa Grande abriu a cortina para alguns espetáculos de grande sucesso popular, como “Minha mãe é uma peça”, “A Gaiola das Loucas” e “O Mistério de Irma Vap”. Mas o primeiro grande trunfo da casa foi “Brasileiro, profissão: Esperança”, em 1970, escrita por Paulo Pontes, tendo sua então mulher, Bibi Ferreira, na direção, e no elenco Maria Bethânia e Ítalo Rossi. O texto é baseado no cruzamento das vidas de Antônio Maria e Dolores Duran. Em tempo: a festa que vai comemorar esta semana os 60 anos do espaço, fundado pela dupla Max Haus e Moysés e que era no início um simples café, vai contar com a apresentação de "Nelson Rodrigues por ele mesmo" leitura dramatizada concebida, adaptada e dirigida pela nossa grande atriz e acadêmica Fernanda Montenegro. Maravilha.
Os 60 anos do CasaGrande, o teatro da democracia
Espaço, chamado de 'território livre da democracia no Brasil', será comemorada com apresentação do espetáculo 'Nelson Rodrigues por ele mesmo'






