Entenda o que é a PEC do fim da escala 6x1Guia do Adulto Premium explica o que vc precisa saber sobre a PEC que foi aprovada e segue no Senado. Crédito: Roteiro: Larissa Burchard/Edição: Laís Nagayama/Videomaker: Felipe Pedro (Felps) Produção: Sara HelenO senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da PEC que extingue a escala 6x1, apoia a mudança e planeja apresentar seu parecer na semana de esforço concentrado no Senado, de 31 de agosto a 4 de setembro. A proposta, aprovada na Câmara em maio, é uma prioridade do presidente Lula e visa reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Aziz destaca a importância do diálogo com líderes partidários para agilizar a votação, enquanto enfrenta oposição do empresariado. A PEC ainda requer 49 votos no Senado para aprovação.BRASÍLIA - Relator da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o senador Omar Aziz (PSD-AM) se diz favorável à mudança e afirma que quer tentar ler o parecer na semana de esforço concentrado, que vai de 31 de agosto a 4 de setembro.Senador Omar Aziz (PSD-AM) discursa no plenário do Senado Federal durante sessão realizada em maio de 2026 Foto: Waldemir Barreto/Agência SenadoPUBLICIDADEAziz é aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disputa o governo do Amazonas em outubro. A pauta, uma das principais bandeiras eleitorais do petista, foi aprovada na Câmara dos Deputados no final de maio e destravada na semana passada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a retomada do diálogo com Lula.A nomeação de Aziz ocorreu nesta sexta-feira, 21. Ao Estadão, ele afirma ser favorável ao fim da escala 6x1. “Cada um tem a sua opinião e a gente tem de respeitar. Eu sou o relator, sou favorável a acabar com a escala 6x1. Há muito tempo eu falo sobre isso”, diz. Publicidade“Até porque um trabalhador não trabalha oito horas. oito horas está no papel, mas ele sai 6 horas da manhã. Se trata muito da questão da saúde mental das pessoas”, afirma.O relator diz que vai tentar ler seu relatório na semana de esforço concentrado. “Votar, aí não. Vou ter de conversar com líderes partidários, com senadores e senadoras para ver se a gente consegue agilizar essa votação o mais rápido possível”, diz. O senador afirma que não recebeu ainda o relatório da Câmara e, por isso, não pode entrar no mérito da PEC. “Fui escolhido há pouco. Recebi o telefonema há uma hora do presidente Davi Alcolumbre e do presidente (da CCJ) Otto Alencar me comunicando que eu era o relator”, conta.PublicidadeAziz diz que a partir de segunda-feira, 24, analisará o texto. “Agora, não tenha dúvidas de que tem emendas, tem discussões, podem pedir audiências públicas, uma série de coisas. Não é uma PEC que as pessoas não queiram discutir. É natural numa Casa legislativa”, complementa. ‘Nenhuma PEC é fácil de passar no Senado com rapidez’“Pelo que eu sinto entre os meus pares, a maioria é favorável. Mas se trata de PEC, você precisa de 49 votos para aprovar. Espero que a gente possa conduzir isso da melhor forma possível e com a rapidez necessária”, ressalta. “Nenhuma PEC é fácil de passar no Senado com a rapidez que a gente pensa. Tem toda uma liturgia da votação da PEC que tem que ser cumprida. Ninguém aprova uma PEC sem conversar com os colegas.” Aziz também não vê muita semelhança com a PEC apresentada pela oposição que prevê o pagamento por horas trabalhadas. “Estão falando em apensar (anexar). A gente vai ter que chegar num consenso, porque PEC tanto a Câmara como o Senado têm que concordar. Não pode ser uma coisa que o Senado quer e a Câmara não quer”, diz.PublicidadeMais cedo, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), comentou o avanço da PEC e a da Segurança Pública na CCJ. “As PECs do fim da jornada 6x1 e da Segurança Pública, prioridades absolutas do presidente Lula, avançam como resultado do diálogo institucional e de um intenso trabalho de articulação”, afirmou. “Desde que assumi a liderança do governo, tenho atuado para construir os entendimentos necessários e fazer com que pautas tão importantes para a vida dos brasileiros avancem.”Lula e Alcolumbre retomaram o diálogo no início do mês. No dia 12, o presidente do Senado afirmou que, depois de uma “importante conversa institucional” com Lula, havia decidido encaminhar para comissões competentes três propostas prioritárias do governo: as PEC da 6x1 e da Segurança Pública e o projeto que institui a política de minerais críticos.PublicidadePUBLICIDADE“São matérias de alta complexidade que seguirão o rito ordinário e regimental no Senado, com a análise e o aprofundamento necessários”, disse Alcolumbre na ocasião.Lula e Alcolumbre estavam rompidos desde abril, quando o Senado rejeitou a indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para ocupar uma cadeira no STF. O petista atribuiu a derrota a uma estratégia conduzida pessoalmente por Alcolumbre, que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para a vaga.O primeiro jantar de reaproximação ocorreu em 4 de agosto e foi promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Na ocasião, Alcolumbre deixou claro a Lula que, apesar de popular, a PEC enfrenta a oposição de boa parte do empresariado, o que exigirá muitas discussões. Na avaliação do presidente do Senado, o texto só poderá ser votado depois da eleição de outubro.PublicidadeA PEC que acaba com a escala 6x1 foi aprovada na Câmara dos Deputados no final de maio. A proposta prevê uma transição de 14 meses para reduzir a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e abre espaço para adoção medidas para aliviar microempreendedores individuais, microempresas e as empresas de pequeno porte. Um projeto de lei complementar que trata do tema tramita na Câmara.Vale ler tambémBancos privados estudam entrar em financiamentos no Minha Casa, Minha VidaA despesa de seguro-desemprego deveria ter caído, mas saltou 188% em termos reais entre 2003 e 2014Sicredi supera R$ 500 bi em ativos e se consolida entre maiores bancos
Relator se diz favorável ao fim da escala 6x1 e quer agilizar votação na CCJ do Senado
Senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado de Lula e candidato ao governo do Amazonas, afirma que não recebeu o texto aprovado na Câmara; pauta andou após petista e Alcolumbre restabelecerem relação









