Partido cobra que militância aponte elo entre eles e, principalmente, explore caso do filme Dark Horse 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo O PT deu o comando para que a militância e lideranças políticas façam nova ofensiva nas redes sociais para explorar a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal adversário de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência, e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Há uma avaliação que a campanha de Lula está na defensiva, reagindo aos ataques do adversário, e que é preciso passar a pautar o debate. A principal linha que será adotada, segundo um interlocutor de Lula, é apontar o elo entre Flávio e Vorcaro e, principalmente, cobrar do senador e da Justiça esclarecimentos sobre o caso do filme Dark Horse, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Um áudio divulgado revelou que Flávio pediu dinheiro a Vorcaro para financiar o filme, e que foram pagos R$ 61 milhões. No auge da crise provocada pela revelação, Flávio prometeu apresentar a prestação de contas da obra, o que não ocorreu até agora. Nesse sentido, aliados de Lula defendem maior atuação nas redes para desgastar Flávio num momento em que a campanha tem sido alvo de ataques pelas investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ex-chefe de gabinete do petista. De acordo com um integrante da cúpula do partido, essa ordem foi repassada à militância nos ultimos dias. Há uma avaliação que é preciso aumentar a presença nas redes em defesa do petista, numa tentativa de fazer frente ao bolsonarismo. Um interlocutor frequente de Lula diz que é preciso reforçar o volume de publicações sobre alguns temas definidos previamente, numa tentativa de manter um discurso único. Nesse esforço, também serão resgatadas artes que falam em “Tariflávio” e “Fláviorcaro” para retomar essa relação entre os dois. Nesta semana, nesse mesmo movimento, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), enviou dois ofícios pedindo informações à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República sobre o caso Dark Horse. Secretário nacional do PT e integrante da coordenação da campanha de Lula, Éden Valadares adotou essa linha em publicação nas redes nesta sexta-feira na qual critica os vazamentos das ações sobre Lulinha. “Fábio da Silva colocou seu sigilo bancário à disposição. Flávio Bolsonaro não. Quem não deve, não teme, nem precisa esconder nada. Nem na vida nem sobre o filme. Lulinha abriu suas contas. Bolsonarinho não. Abre o sigilo e mostra as contas, Flávio!”, escreveu. O ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência) também adotou o mesmo tom e cobrou em publicação nas redes sociais que Flávio seja investigado. “Rachadinhas de R$ 3 milhões. Mansão de R$ 6 milhões. Filme de R$ 61 milhões. INVESTIGUEM FLAVIO BOLSONARO”, escreveu o ministro. Há também um movimento da campanha de Lula de buscar trazer para o centro do debate eleitoral temas da vida cotidiana da população, com destaque para as políticas públicas e para o cenário econômico, afastando a discussão sobre corrupção. Apesar da avaliação de que esse não será o tema que define uma eleição, diante da polarização, integrantes da equipe de Lula reconhecem que o caso Lulinha e de Marcola geram prejuízo à imagem do presidente, principalmente no eleitorado de centro — que está em disputa e cobiçado pela campanha. Um ministro diz, sob reserva, que o momento é delicado para Lula, mas minimiza os efeitos afirmando que agora começará a campanha. Outro interlocutor afirma que é preciso vencer uma certa letargia da campanha hoje e ir para o embate nas redes. A expectativa é que a atuação nas redes e essas cobranças contra Flávio fiquem a cargo do PT, da militância, parlamentares e aliados. Neste ano, o PT lançou a iniciativa Porta-Vozes de Lula, formada por uma teia de grupos em aplicativos de mensagem em que são enviados conteúdos para divulgação, além de tarefas específicas para serem cumpridas. O PT diz que já alcançou a marca de 140 mil pessoas nesses grupos. Nesta semana, por exemplo, em ao menos um deles foi enviado cards com críticas a Flávio. Também são usados grupos criados na campanha de 2022, chamados Lulaverso, em que são disparados cards, notícias e comandos para a militância. Nesta sexta, um desses grupos enviou uma mensagem cobrando que as pessoas explorem o fato de Flávio ainda não ter dado explicações sobre os R$ 61 milhões. O presidente, por sua vez, deverá reforçar discurso dos feitos de sua gestão, das políticas públicas e mirar para propostas de um eventual Lula 4. Nesse sentido, aliados do presidente afirmam que as peças de campanha para o horário eleitoral em rádio e televisão deverão ajudar nesse movimento, assim como as viagens do petista para participar de atos de campanha. Além disso, como o GLOBO mostrou, há uma ordem do Palácio do Planalto para que os ministros do governo percorrem o país a fim de divulgar ações do governo e defender a gestão petista. A Casa Civil estabeleceu uma meta de três viagens semanais para cada integrante do primeiro escalão, destinadas a inaugurações e visitas a obras do governo.
PT prepara ofensiva nas redes sobre relação de Flávio com Vorcaro em meio a ataques por caso Lulinha
Partido cobra que militância aponte elo entre eles e, principalmente, explore caso do filme Dark Horse








