Partido de Lula divulgou resolução sobre conjuntura política após reunião nesta sexta-feira 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 15:22 PT Critica Bolsonarismo e Omissão em Escândalo do Banco Master O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma resolução associando o escândalo do Banco Master ao bolsonarismo e criticando Flávio Bolsonaro por não explicar sua relação com Daniel Vorcaro. Contudo, a nota omitiu o vínculo do senador Jaques Wagner com o banco, mesmo após operações da Polícia Federal. O PT destacou a defesa da soberania nacional e criticou a atuação de Flávio e Eduardo Bolsonaro no exterior. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou resolução nesta sexta-feira associando o escândalo do Master ao bolsonarismo, mas ignorou elo do banco com o senador Jaques Wagner (PT-BA), que foi alvo de operação da Polícia Federal e deixou a liderança do governo no Senado. Em documento divulgado no começo da tarde, o partido diz que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de outubro, “não apresentou explicações convincentes sobre o destino dos milhões de reais solicitados a Daniel Vorcaro nem sobre as operações financeiras que cercam essa relação”. Na resolução divulgada nesta sexta, o partido diz que o escândalo do Master “simboliza, de forma emblemática, o projeto de país representado pela extrema direita brasileira”. "As sucessivas mentiras e mudanças de versão apenas ampliam as dúvidas da sociedade. Mais do que um episódio isolado, esse caso evidencia a promiscuidade entre interesses privados, poder político e setores do sistema financeiro que marcou o período bolsonarista”, diz trecho do texto. Na nota, o PT afirma que o governo Lula, em contrapartida, fortalece as instituições de controle e assegura autonomia da Polícia Federal. “Enquanto o governo Lula fortalece as instituições de controle, assegura autonomia à Polícia Federal e reafirma o compromisso com a transparência e o interesse público, seus adversários permanecem associados a um modelo em que negócios obscuros, privilégios e a captura do Estado por interesses particulares caminham lado a lado. Não se trata apenas da conduta de um indivíduo, mas da expressão de um projeto político que subordina o interesse nacional aos interesses de poucos.” Entre esses benefícios estão pagamentos de um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador, o uso de aeronaves ligadas ao Master e o ingresso para o camarote de um show internacional em Los Angeles que teria custado R$ 63,3 mil. Defesa da soberania “Ao pedir que as tarifas contra produtos nacionais fossem aplicadas somente depois das eleições, revelam o caráter entreguista de um projeto político que não hesita em sacrificar empregos, empresas brasileiras, a produção nacional e a soberania do país em benefício de seus próprios interesses”, diz a nota. O PT diz ainda que essa é uma postura de “vendilhões da pátria” e que busca “transformar o Brasil em quinta norte americano”. A nota também reforça a defesa da soberania brasileira, mote que foi adotado por aliados de Lula e tem sido apontada como possível bandeira da gestão do petista, enaltece o Pix e diz que a defesa da soberania também “pressupõe o fortalecimento permanente das instituições públicas responsáveis pela segurança da população e pelo combate ao crime organizado”. “Reafirmamos que nenhuma política de segurança pode servir de justificativa para qualquer forma de tutela estrangeira sobre o Brasil. O combate ao crime organizado deve ser conduzido pelas instituições brasileiras, dentro do Estado Democrático de Direito, preservando nossa soberania e respeitando a Constituição Federal.” Eleições Na resolução, o PT defende a reeleição de Lula, destaca políticas públicas e programas implementados pela gestão petista, e destaca a necessidade de aprovar o fim da escala 6x1. O partido também diz que é preciso construir uma “nova correlação de forças na sociedade e nas instituições” ao falar da importância de eleger governadores e parlamentares aliados. “A captura de parcela significativa do Orçamento Público por mecanismos que reduziram a capacidade de planejamento e investimento do Estado, somada à influência desproporcional de interesses econômicos e corporativos sobre parte do Congresso Nacional, impõe limites concretos à implementação de um projeto nacional transformador.” O partido também diz que é preciso avançar numa reforma político-eleitoral que fortaleça as legendas e “reduza a influência do poder econômico sobre a política”. “Defendemos a construção de um sistema mais democrático, representativo e programático, com a adoção do voto em lista partidária preordenada, assegurada a paridade de gênero e a ampla participação democrática na definição das listas, o fortalecimento da fidelidade partidária e a redução da fragmentação partidária, criando melhores condições para que a vontade popular se traduza em governos com capacidade de implementar o programa escolhido nas urnas.”