STF mandou investigar vazamentos de informações de inquéritos envolvendo filho do presidente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Paulo Gonet em sabatina na CCJ do Senado — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o sigilo judicial em processos que estão em andamento. Em evento de empresários no Rio de Janeiro, o chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR) evitou falar do inquérito envolvendo o filho do presidente Lula, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, mas ao ser questionado sobre vazamentos de operações policiais, Gonet afirmou que o sigilo é o caminho para evitar eventuais impactos às pessoas investigadas, sobretudo em época eleitoral. “Há uma coisa que a Procuradoria-Geral da República preza imensamente é o respeito ao sigilo judicial. É o respeito às pessoas que podem ser impactadas por notícias que ainda não correspondem a fatos completamente desvendados, completamente incompreendidos, com enorme impacto negativo para essas pessoas e para o próprio interesse nacional”, afirmou Gonet, nesta sexta-feira (21). “A Procuradoria-Geral da República respeita o sigilo, respeita as pessoas que investigam, respeita o Tribunal, respeita os investigados e, dessa forma, respeita também aos senhores jornalistas”, completou. Nesta manhã, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator de dois inquéritos envolvendo Lulinha, determinou que os recentes vazamentos de informações sobre os inquéritos contra o filho do presidente sejam investigados pela Polícia Federal. A decisão foi tomada em resposta a um pedido da defesa do empresário para apurar os vazamentos de trechos da investigação que ocorreram desde o começo da semana. Em entrevista a jornalistas, Gonet também foi perguntado sobre uma possível manutenção do processo contra Lulinha no STF. Na quinta-feira, a PGR pediu para que o caso fosse enviado à primeira instância, uma vez que ele não envolve pessoas com foro de prerrogativa. A tendência, contudo, é de que Mendonça mantenha o inquérito na Corte. Gonet, por sua vez, preferiu não responder à questão nem disse se a PGR vai recorrer de qualquer decisão que o ministro tomar.