Segundo vice-ministro das Finanças do país, uma parcela maior dos gastos públicos será direcionada às famílias e ao consumo, enquanto as autoridades buscam fortalecer a fraca demanda doméstica 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Liao Min, vice-ministro das Finanças da China, ao centro à esquerda, durante reunião com a secretária do Tesouro dos Estados Unidos, Janet Yellen, que não aparece na foto, no Departamento do Tesouro, em Washington, em 16 de abril de 2024 — Foto: Tierney L. Cross/Bloomberg A China adotará medidas adicionais de política fiscal em resposta à evolução da economia, afirmou nesta sexta-feira o vice-ministro das Finanças, Liao Min, em um momento de desaceleração do crescimento da segunda maior economia do mundo. A China manterá a continuidade e a estabilidade das políticas macroeconômicas. Além disso, planejará e distribuirá os recursos fiscais considerando um horizonte de prazo mais longo, disse Liao em entrevista coletiva. Uma parcela maior dos gastos públicos será direcionada às famílias e ao consumo, afirmou o vice-ministro, enquanto as autoridades buscam fortalecer a fraca demanda doméstica. A China também intensificará a coordenação entre as políticas fiscal, monetária e industrial e aperfeiçoará seu conjunto de instrumentos à medida que as condições econômicas evoluírem, disse Liao. Segundo ele, as autoridades estão preparando novas medidas de apoio fiscal e financeiro para o segundo semestre deste ano, ao mesmo tempo em que trabalham com o banco central e órgãos reguladores para melhorar a coordenação da política econômica. Ele não forneceu detalhes. A China ampliou os subsídios aos juros de empréstimos destinados a pequenas empresas privadas e consumidores, informou o Ministério das Finanças nesta sexta-feira, como parte dos esforços de Pequim para estimular a demanda doméstica. O programa subsidiará um ponto percentual dos juros de empréstimos elegíveis a pequenas empresas por até dois anos e estenderá o benefício a operações de parcelamento no cartão de crédito, além de elevar os limites dos subsídios, disse o ministério em comunicado. Um navio porta-contêineres no terminal de contêineres de Chiwan, em Shenzhen, China, em 27 de fevereiro de 2026 — Foto: Bloomberg Os líderes chineses se comprometeram, durante a reunião do Politburo de julho, a apoiar a economia em desaceleração acelerando, no restante do ano, os gastos fiscais com projetos de infraestrutura já previstos no Orçamento, em vez de planejar novas medidas de estímulo de grande escala. Pequim estabeleceu como meta para 2026 um déficit orçamentário de cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e prometeu acelerar a emissão de títulos para sustentar o crescimento. O banco central afirmou neste mês que manterá uma política monetária moderadamente frouxa e adotará medidas práticas e eficazes conforme necessário, mas não chegou a sinalizar explicitamente cortes nas taxas básicas de juros ou no compulsório bancário. Liao afirmou ainda que a China aprofundará as reformas fiscais e tributárias, aperfeiçoará o sistema de gestão orçamentária e estabelecerá uma estrutura mais clara para as relações fiscais entre o governo central e as administrações locais, com responsabilidades mais bem definidas e um desenvolvimento regional mais equilibrado. Impedir que os governos locais assumam novas dívidas ocultas deve continuar sendo uma “disciplina de ferro”, afirmou. De acordo com Liao, os riscos fiscais em áreas consideradas essenciais, particularmente aqueles relacionados ao endividamento dos governos locais, devem ser reduzidos gradualmente.