O El Niño severo já em curso deve pressionar as redes de saúde em todo o país. Projeções de pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) apontam para uma ampla gama de problemas associados ao fenômeno, provocados tanto pelo excesso de chuvas quanto pelo calor extremo. Por consequência, o instituto classifica o evento climático como uma emergência sanitária.

Diante desse cenário, as capitais brasileiras ainda apresentam respostas desiguais. Levantamento feito pela Folha com as 26 cidades e o Distrito Federal mostra que, embora algumas tenham protocolos e estruturas já organizadas, predominam medidas fragmentadas, como monitoramento climático e emissão de alertas.

Entre as cidades que responderam ao levantamento, Curitiba foi a única a informar uma reserva financeira para situações de calamidade.

A Folha procurou as 27 unidades da federação na última semana. Apenas 12 responderam.

O principal desafio é que o El Niño produz efeitos distintos conforme a região. Ao favorecer simultaneamente secas e chuvas intensas, o fenômeno dificulta prever quais doenças terão maior impacto em cada local.