Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica, agência federal dos Estados Unidos, é alto o risco de que o El Niño deste ano seja muito forte, a categoria mais elevada da escala.

Além disso, diante do aquecimento global intensificado pela queima de combustíveis fósseis, cientistas projetam que 2026 pode superar 2024 como o ano mais quente desde o século 19.

Assim, governos devem se preparar para eventos climáticos extremos, como temporais e estiagens severas, capazes de provocar enchentes, deslizamentos, falta de água potável e escassez de alimentos. São necessários aportes em urbanismo, meio ambiente, defesa civil, bombeiros e monitoramento de incêndios.

Além de investimentos em infraestrutura e fiscalização, o El Niño exige políticas preventivas e de logística na área da saúde. Em países como o Brasil, com o SUS sob pressão orçamentária, a atenção deve ser redobrada.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) divulgou uma advertência regional. Ondas de calor e incêndios aumentam as chances de estresse térmico, desidratação, exaustão e agravamento de doenças cardiovasculares e respiratórias.