Estudos mostram distância entre investimento e resultado; projetos da DOMVS iT revelam como falhas de diagnóstico, governança e execução podem comprometer o retorno 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Divulgação — Foto: Crédito: Magnific Metade das empresas pretende aumentar seus orçamentos de tecnologia em mais de 4% em 2026, segundo a Global Tech Agenda 2026, da McKinsey. O movimento ocorre enquanto Inteligência Artificial (IA), dados e automação ganham espaço nas estratégias de crescimento, mas transformar investimento em resultado continua sendo um desafio. Em levantamento anterior, a consultoria mostrou que as organizações capturam, em média, apenas 31% do aumento de receita e 25% da redução de custos esperados em programas de transformação digital. A pesquisa de 2026 também mostra que, nas organizações de melhor desempenho, os líderes de tecnologia estão mais envolvidos na formulação da estratégia corporativa. Ao mesmo tempo, quase um terço das empresas ainda enfrenta dificuldades para integrar IA aos sistemas existentes e lidar com lacunas de talentos e capacidades. Para a DOMVS iT, empresa especializada em transformação digital, arquitetura de soluções, ecossistema SAP, cloud, dados e Inteligência Artificial, parte desse valor é perdida antes mesmo do desenvolvimento, quando o problema de negócio não é suficientemente diagnosticado, os indicadores de sucesso não são definidos ou mudanças de escopo não são acompanhadas formalmente. "A tecnologia normalmente funciona. O desafio é fazer com que ela gere valor real para o negócio. Quando a empresa começa pela ferramenta sem entender completamente o problema que precisa resolver, corre o risco de construir uma solução tecnicamente correta para uma necessidade que foi mal dimensionada", afirma Thais Viana, diretora da DOMVS iT. Escopo cresce quase 26% sem alterar prazo Em um projeto de adequação tecnológica realizado pela DOMVS iT para uma companhia do setor de seguros, a iniciativa começou com 201 repositórios e prazo regulatório fixo. Durante a execução, outros 52 foram incorporados ao escopo, um aumento de quase 26%. A mudança passou por avaliação formal de impacto em prazo e esforço. Mesmo com a ampliação, a entrega foi concluída 14 dias antes do prazo regulatório e o ambiente permaneceu estável em produção. "O ponto não é impedir que o escopo mude. Em projetos complexos, mudanças são esperadas. O problema é quando elas entram sem que ninguém consiga medir o impacto sobre prazo, esforço e orçamento", explica Thais. Diagnóstico pode mudar o problema a ser resolvido Em outro projeto, de automação fiscal, o diagnóstico mostrou que a integração prevista com o ERP não resolveria todo o problema. Parte das notas fiscais chegava em PDF por e-mail, sem XML, o que levou à revisão do escopo antes do desenvolvimento. "É comum uma empresa chegar com uma solução já imaginada, mas o diagnóstico mostrar que existe uma causa anterior ao problema que ela pretendia resolver. Quando isso é descoberto antes do desenvolvimento, ainda é possível ajustar o projeto sem transformar a correção em retrabalho ou custo adicional", afirma a executiva. Tecnologia e negócio precisam compartilhar os mesmos indicadores Em uma plataforma de investimentos desenvolvida pela DOMVS iT, o projeto adotou demonstrações conjuntas a cada sprint e validou 26 itens de backlog antes do deploy. O acompanhamento também permitiu identificar um atraso na liberação de credenciais de API por um fornecedor externo e replanejar as entregas sem comprometer o prazo final. "Quando tecnologia e negócio compartilham os mesmos indicadores, fica mais fácil identificar se o projeto está avançando na direção certa. O critério técnico de aceite precisa estar conectado ao resultado que a empresa espera alcançar", diz Thais. Para a DOMVS iT, o retorno de uma iniciativa pode aparecer em diferentes dimensões, como redução de custos, produtividade, diminuição de retrabalho, tempo de execução, conformidade regulatória ou experiência do cliente. Por isso, os indicadores precisam ser definidos antes do início do projeto. Na avaliação da empresa, a mudança no papel da tecnologia também exige maior integração entre áreas de negócio e TI. Nas organizações que conseguem extrair mais valor dos investimentos, tecnologia deixa de ser tratada apenas como infraestrutura e passa a participar diretamente da estratégia e da geração de resultados. "A transformação digital não depende apenas de uma boa tecnologia. Ela depende da capacidade de conectar problema de negócio, execução e resultado. Quando essa conexão existe, a governança deixa de ser burocracia e passa a ser uma forma de proteger o investimento e aumentar a previsibilidade da entrega", conclui Thais.