Eleições 2026
As mudanças climáticas estão atingindo em cheio vários países. O Brasil, em particular, está enfrentando crises climáticas frequentes, com impactos significativos na produção agropecuária, na geração de hidroeletricidade e em perdas econômicas. A degradação ambiental torna a vida em nossas cidades cada vez mais difícil, com ondas de calor, tornados, enchentes e outros impactos que acarretam grandes prejuízos à população e à economia. Não há dúvida de que a crise climática se tornou um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento econômico brasileiro.
Entretanto, a agenda ambiental e climática aparece de forma tímida, fragmentada e secundária nas discussões eleitorais. Isso vale tanto nas eleições para a Câmara e para o Senado quanto na eleição presidencial. Secas prolongadas, ondas de calor, chuvas extremas, enchentes, incêndios florestais e perdas na produção agropecuária já deixaram de ser eventos excepcionais. Tornaram-se parte de uma realidade que afeta a economia, a saúde pública, a segurança alimentar, a infraestrutura e a vida cotidiana de milhões de brasileiros.
A ausência desse tema nas eleições não significa que as questões ambientais e climáticas tenham perdido importância. A produção de alimentos depende cada vez mais da disponibilidade de água e de condições climáticas favoráveis; cidades enfrentam custos crescentes com enchentes e deslizamentos; sistemas de energia e de transporte tornam-se vulneráveis a eventos extremos; e o setor de seguros começa a lidar com enormes perdas que podem comprometer a própria capacidade de cobertura. Ignorar esses temas em uma campanha eleitoral significa deixar de discutir questões que determinarão o futuro econômico e social do País.










