País oferece incentivo para estudantes estrangeiros com a bolsa Swedish Institute Scholarships for Global Professionals (SISGP), que cobre mensalidades, passagens e custos de vida. Guia do GLOBO traz informações sobre 36 países para quem quer morar fora 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Viver pelo Mundo: Suécia — Foto: Arte / O Globo Esta reportagem faz parte do Guia Viver pelo Mundo, que reúne informações sobre 36 países como salários, vistos, segurança e custo de vida para quem quer morar fora. Acesse a ferramenta. Salários altos, serviços públicos de excelência e uma das maiores qualidades de vida do mundo. A Suécia é um dos destinos europeus mais desejados por quem busca bem-estar e equilíbrio entre trabalho e vida pessoal. Mas o custo de vida elevado e o inverno longo e rigoroso, que no norte pode durar até oito meses, são os principais pontos de atenção. A Suécia tem qualidade de vida entre as mais altas do planeta, com IDH de 0,95, e serviços públicos eficientes. Há ainda incentivo para estudantes estrangeiros com a bolsa Swedish Institute Scholarships for Global Professionals (SISGP), que cobre integralmente mensalidades, passagens e custos de vida, oferecendo ajuda de custo de SEK 12.000 (cerca de R$ 6.300) mensais. No Global Peace Index 2026, ocupa a 40ª posição, entre os países mais pacíficos do mundo, mas caiu 22 lugares desde 2008, queda atribuída à escalada da violência entre gangues em áreas urbanas e ao aumento dos gastos militares após a entrada do país na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Já o sistema de saúde é público e financiado por impostos, considerado um dos melhores do mundo, e, embora não seja totalmente gratuito, tem um teto de gastos que protege o cidadão de custos elevados. Cerca de R$ 20 mil de média salarial A Suécia não possui salário mínimo nacional definido em lei. Em vez disso, os salários são determinados por convenções coletivas (kollektivavtal) negociadas entre sindicatos e empregadores para cada setor específico. Para fins de comparação, a média salarial bruta gira em torno de US$ 5.400 mensais (cerca de R$ 20 mil), segundo dados ajustados pela Paridade de Poder de Compra (PPC). Os órgãos internacionais (Banco Mundial, FMI, OIT e OCDE) que calculam o salário médio utilizam a PPC para garantir uma comparação justa do custo de vida. Em vez de usar o câmbio comercial flutuante, a PPC ajusta o salário à realidade local de cada país. Na prática, o número revela o seu verdadeiro padrão de consumo, mostrando o equivalente ao que essa renda conseguiria comprar nos Estados Unidos. E o custo de vida é alto, sobretudo na capital Estocolmo, ainda que equilibrado pelos salários e pelos serviços públicos. Lá, o aluguel de um apartamento de um quarto custa entre 9.000 SEK (R$ 5 mil) e 12.000 SEK (R$ 6.600). A capital, de fato, é a cidade mais cara, mas cidades como Gotemburgo e Malmö podem ter aluguéis 15% a 20% mais baixos. O transporte público é altamente eficiente e integrado em quase todas as regiões. Um passe mensal custa em média 850 SEK (R$ 470) a 1.000 SEK (R$ 550). Um bilhete único custa cerca de 40 SEK (R$ 22). No mercado, o gasto mensal fica entre 3.000 e 4.000 SEK (cerca de R$ 1.590 a R$ 2.120). A recomendação é fazer as compras nas redes Lidl e Willys, que são as opções mais acessíveis do país. Profissionais qualificados ganham descontos A principal rota de trabalho é o Work Permit, que exige oferta formal de um empregador sueco e a vaga anunciada em toda a Europa por pelo menos 10 dias. O salário passa por dois filtros, valendo sempre o maior: o piso legal, de 34.470 SEK mensais (cerca de R$ 18.300), e o salário de referência da convenção coletiva do setor. O contrato precisa passar pelo crivo do sindicato da categoria, e a empresa é obrigada a bancar quatro seguros desde o primeiro dia: saúde, vida, acidentes e pensão. Após quatro anos trabalhando com esse visto dentro de um período de sete anos, é possível solicitar a residência permanente. Como funciona o sistema de saúde para imigrantes? Compare 36 países antes de escolher seu destino Para profissionais altamente qualificados há o EU Blue Card, que exige diploma ou pelo menos cinco anos de experiência na área, contrato de no mínimo seis meses e salário de pelo menos 1,25 vez a média nacional (53.625 SEK, quase R$ 30 mil). Além disso, profissionais estrangeiros altamente qualificados transferidos para a Suécia podem usufruir de um benefício que garante 25% do salário totalmente livre de impostos durante os primeiros cinco anos de estadia. Apuração de Leonardo Marchetti. Colaboraram Júlia Vidotti, aluna do Curso Jornalismo do Futuro, e a estagiária Letícia Guimarães.
Suécia: veja salários, custo de vida e por que o país tem uma das melhores qualidades de vida do mundo, apesar do custo elevado
País oferece incentivo para estudantes estrangeiros com a bolsa Swedish Institute Scholarships for Global Professionals (SISGP), que cobre mensalidades, passagens e custos de vida. Guia do GLOBO traz informações sobre 36 países para quem quer morar fora






