'Assinamos uma medida cautelar para frear qualquer medida de rescisão ou reajuste até que os esclarecimentos sejam prestados', disse o presidente da agência 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), Wadih Damous, confirmou a adoção, nesta quinta-feira (20), de uma medida cautelar de ofício (preventivo) a fim de impedir que a Hapvida aplique reajustes de dois dígitos ou cancele 947 mil planos de saúde considerados deficitários pela operadora. “Em vista do grande número de contratos e de vidas envolvidas, essa medida tem uma aparência muito forte de seleção de risco, o que é proibido e que será apurado pela ANS. Assinamos uma medida cautelar para frear qualquer medida de rescisão ou reajuste até que os esclarecimentos sejam prestados”, informou o presidente da ANS em comunicado. A Hapvida, por sua vez, disse que não foi notificada pela ANS e que solicitou audiência junto ao regulador, “uma vez que não foi chamada a prestar esclarecimentos ou apresentar os elementos técnicos, contratuais e regulatórios relacionados ao tema”. Segundo Wadih Damous, a atuação da ANS busca assegurar o cumprimento das normas regulatórias e a proteção dos beneficiários diante da dimensão da medida anunciada. A Hapvida reforçou que as medidas anunciadas durante divulgação do balanço do segundo trimestre referem-se a contratos com inadimplência e à renegociação de grandes contratos coletivos empresariais que apresentam desequilíbrio econômico-financeiro. — Foto: Divulgação