Para ele, os encontros são importantes para entender os principais temas do debate econômico 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que as conversas com economistas têm ajudado a identificar preocupações específicas sobre a economia brasileira, como produtividade, incorporação da inteligência artificial e formas de estimular o desenvolvimento com controle da inflação e das despesas públicas. Para ele, os encontros são importantes para entender os principais temas do debate econômico. “Converso com todo mundo, não tenho nenhum problema, seja no Congresso Nacional, seja na academia, seja com os críticos e apoiadores. Eu acho que isso é fundamental. Mais do que atacar opositor, atacar a instituição, acho que o papel do ministro da Fazenda, em grande medida, é ouvir e entender”, disse em entrevista à rádio CBN. Segundo Durigan, ele tem recebido sugestões para conversar com economistas de diferentes campos, dos mais heterodoxos aos mais ortodoxos. “É importante escutar preocupações específicas. Isso me ajuda muito. É importante falar com as pessoas, inclusive com bons economistas, que estão acompanhando e antenados no debate econômico mundial”, afirmou. Como revelou o Valor na quarta-feira, o ministro deve se reunir nos próximos dias, no Rio de Janeiro, com o ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga e o ex-ministro da Fazenda Pedro Malan. Os encontros darão continuidade à estratégia de ampliar o diálogo com economistas que mantêm posições críticas em relação à condução da política fiscal do governo Lula. A iniciativa tem como objetivo ouvir diagnósticos, críticas e propostas para a economia brasileira e avaliar quais ideias poderiam ser incorporadas em um eventual governo Lula 4. Segundo um interlocutor, Durigan também pretende conhecer as propostas de ajuste fiscal defendidas pelos economistas e avaliar a possibilidade de aproveitar algumas das sugestões. Isso, porém, não significa que um eventual quarto mandato do governo Lula adotaria uma agenda econômica mais fiscalista. Em conversas reservadas com investidores e em participações em eventos públicos, Durigan tem defendido que o ajuste fiscal deve ser entendido como uma agenda contínua e gradual. — Foto: Wenderson Araujo/Valor