A vida de um criador de conteúdo adulto nem sempre é composta por luxo e ganhos milionários, como alguns ostentam nas redes. Há aqueles que encaram o material erótico como renda complementar a um trabalho formal e precisam se esforçar para que uma atividade não prejudique a outra.
É o caso de Snow, 21, que é servidor federal no Sul do país. Após a rotina no trabalho, ele produz vídeos e fotos sexuais para uma plataforma.
O jovem avalia que leva uma vida dupla em dois mundos sem conflitos de interesse. "Não enxergo que a produção de conteúdo seja algo que vai prejudicar meu desempenho profissional", afirma à Folha.
Ele diz que os conteúdos eróticos renderam dinheiro para viagens que dificilmente faria apenas com o trabalho formal. Porém, os ganhos financeiros no setor erótico, diz Snow, não superam o salário dele. "Quando posto muito e divulgo, ganho uns R$ 3.000. Mas, se não atualizo muito, fica por volta de R$ 1.000."
O publicitário Lucas, 31, também produz para plataformas eróticas e estima que os ganhos são inferiores ao que recebe na empresa em que trabalha. "Nos melhores meses, consigo tirar cerca de R$ 5.000 com esses conteúdos."







