Pessoas, lugares, sabores e as melhores histórias, entre um chope e outro
20/08/2026 04h00 Atualizado há 40 minutos
Teresa, minha filha, faz 7 anos no sábado e esta coluna é um presente para ela, que já lê bem o bastante para descobrir que venho acusá-la de roubar meus bares e restaurantes. Eu levo Teresa aos lugares da minha vida. Ela vai transformando cada um deles em parte da dela.
O Bistrô Primitivo, em Copacabana, foi um dos primeiros a perder o nome. O saca-rolhas enorme da logomarca forma um T no meio de Primitivo. Bastou para a pequena decretar que aquele era o “T de Teresa”. No Príncipe de Mônaco, também na vizinhança, os caranguejos expostos na calçada venceram décadas de história e até a homenagem à família real do principado para rebatizar a casa: “Restaurante do Caranguejo”. A Raboni, hamburgueria da esquina, perdeu o próprio nome no dia em que uma bonequinha Polly Pocket caiu dentro de um pote e virou, para sempre, “Onde a Polly Pocket Mergulhou na Maionese”.
O Chon Kou, chinês na orla, é um dos seus preferidos. Há uma escada na entrada e, junto dela, um corrimão mais baixo, vermelho. Desde sempre Teresa chega empolgada porque aquilo é um raríssimo exemplar arquitetônico de um “corrimão de criança”. Nunca tive coragem de investigar a informação. Mesmo sendo pai jornalista, algumas verdades não precisam de apuração.






