As candidatas do PT e do Psol se encontraram enquanto faziam panfletagem e Benedita convidou Monica para estar ao seu lado durante um discurso. 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Deputado Benedita da Silva (PT-RJ) — Foto: Itawi Albuquerque/Câmara dos Deputados Apesar da aliança política selada entre o PT e o PSD no Rio de Janeiro, a candidata petista ao senado, Benedita da Silva, fez um aceno à postulante ao mesmo cargo pelo Psol, Monica Benicio, em campanha nas ruas da capital fluminense nesta quarta-feira (19). Oficialmente, a chapa do PT no Rio é formada por Benedita e pelo deputado federal Pedro Paulo (PSD), nome escolhido pelo ex-prefeito Eduardo Paes para a disputa. Leia mais As candidatas do PT e do Psol se encontraram enquanto faziam panfletagem na região do Saara, no centro do Rio. Benedita convidou Monica para estar ao seu lado durante um discurso. Em sua fala, Benedita destacou a importância de eleger mulheres para o Senado e mencionou o número eleitoral da concorrente. "Quero chamar outra candidata [Monica] ao Senado Federal que está aqui. A gente sabe que o Senado vai representar para o presidente Lula governar este país. Então nós temos as mulheres senadoras do Brasil batalhando por esse projeto nacional e a gente tem que agradecer essa presença unida aqui no Estado do Rio de Janeiro em torno de nossas candidaturas, mas em torno também desse grande projeto que é eleger Lula presidente do Brasil. Ela é 500 e nada mais do que isso, 500", discursou Benedita fazendo referência ao número de Benicio na urna. A escolha de Pedro Paulo para a chapa acordada entre PT e PSD vem dividindo a esquerda no Rio. Parte da militância critica o chamado "voto útil" no candidato do PSD, em detrimento de outra candidatura do campo progressita. A desconfiança com o deputado tem origem em alguns de seus posicionamentos antigos, como o voto a favor do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Além disso, a indicação do PSD causou uma saia-justa para a candidatura de Benedita por conta da acusação de agressão contra a ex-mulher que pesou contra Pedro Paulo no passado — o caso foi arquivado pelo STF em 2016. Porém, o assunto sempre volta a ser usado por seus adversários em períodos de campanha eleitoral. Histórica defensora dos direitos das mulheres, a petista terá que pedir votos para o candidato do PSD em atos oficiais. Neste sábado, Benedita e Pedro Paulo estarão juntos no palanque de um ato do presidente Lula (PT) em Bangu, zona oeste do Rio.