Desafio para o aliado de Paes é se sobrepor aos votos fiéis da esquerda e do PL 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pedro Paulo e Kassab jogam xadrez observados por Paes e Cavalieri — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/06/2026 - 22:04 Disputa ao Senado no Rio se intensifica com novos candidatos e apoio de Bolsonaro em jogo A candidatura de Pedro Paulo (PSD) ao Senado intensifica a disputa no Rio, com oito concorrentes ao menos. O desafio é superar votos da esquerda e do PL. Bolsonaro apoia Carlos Jordy (PL), mas decisão ainda não foi oficializada. Fragmentação política pode favorecer candidaturas como a de Monica Benicio (PSOL). Republicanos, sem aliança clara, aposta em Crivella, inelegível, para o Senado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A confirmação da candidatura do deputado Pedro Paulo (PSD) ao Senado amplia o leque de postulantes no Rio e acirra a briga pelas duas vagas em disputa. Há pelo menos oito opções colocadas, além do aliado do pré-candidato ao governo do estado Eduardo Paes (PSD). Entre elas, as alternativas do PL. Segundo interlocutores, o ex-presidente Jair Bolsonaro sinalizou nos últimos dias preferência pelo deputado Carlos Jordy, mas o martelo ainda não foi batido. Pedro Paulo e o escolhido pelo PL vão se deparar com um cenário fragmentado, com concorrência dentro e fora das respectivas alianças. O correligionário de Paes passou meses como possível candidato, e o anúncio enfim saiu na segunda-feira, por meio de publicação do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Em foto na qual joga xadrez com o escolhido, o dirigente partidário escreveu que “no xadrez, como na política, ganha quem move as peças certas na hora certa”. O desafio para o aliado de Paes é se sobrepor aos votos fiéis da esquerda e do PL. Na leitura de entusiastas da empreitada, o ativo dele, além da proximidade com o postulante ao governo e da correlação entre os votos de governador e senador, é contar com o “segundo voto” de diferentes candidatos ao Senado. Além da deputada Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo, dois nomes são colocados por partidos que integram a aliança de Paes: os vereadores Marcos Dias, do Podemos, e Helena Vieira, do PSDB. Eles relutam em retirar as candidaturas, mas prometem colocar o candidato do PSD em materiais de campanha, já que este ano os eleitores escolhem duas opções para o Senado. Existe a compreensão, contudo, de que o ideal é conseguir convencer o Podemos e os tucanos a mudarem os planos. Essas siglas, no entanto, pretendem impulsionar seus respectivos números partidários e, assim, tentar uma bancada maior de deputados para sobreviver à cláusula de barreira. Outra pedra no sapato de Pedro Paulo é o fato de o PSOL, única legenda de esquerda que não integrará a futura coligação de Paes, ter optado por também ter candidatura, a da vereadora carioca Monica Benicio. A tendência é que ela acabe herdando o segundo voto de parte dos eleitores de Benedita, principal nome da esquerda na disputa. Dúvidas no PL Carlos Jordy ainda não foi oficializado, e a disputa no PL para definir quem substituirá o ex-governador Cláudio Castro, alvo da Polícia Federal, na campanha permanece. Bolsonaro, no entanto, manifestou a predileção pelo parlamentar. Cabe a ele bater o martelo em relação a candidaturas ao Senado, e o presidenciável Flávio Bolsonaro também gosta da ideia de lançar Jordy. A expectativa é de que um anúncio seja feito nos próximos dias. Desde que Castro, que já estava inelegível por causa da condenação eleitoral no caso Ceperj, virou alvo de duas operações da Polícia Federal e passou a ser considerado inviável, o PL intensificou as conversas internas para definir o substituto. Como Jordy é um político de perfil muito ideológico e de pouco trânsito na política fluminense, dirigentes manifestam preferência pelo atual senador Carlos Portinho. Eleito em 2018 como suplente de Arolde de Oliveira (PSD), que morreu no primeiro ano de mandato, Portinho seria capaz de unir diferentes alas do partido, avaliam. A leitura é de que Jordy tem dificuldades para expandir a votação além do bolsonarismo, o que pode custar caro em uma eleição muito disputada. Além do nome a ser definido pelo PL, a chapa do presidente da Assembleia Legislativa e pré-candidato ao governo, Douglas Ruas (PL), tem o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União) para o Senado. Impasse no Republicanos Um enigma fora das alianças de PSD e PL é o Republicanos, o único partido grande que não está inclinado para um dos principais lados do jogo. A sigla ligada à Igreja Universal mantém o discurso de que lançará candidaturas próprias ao governo e ao Senado. Para a casa legislativa, quem desponta é o ex-prefeito Marcelo Crivella, que já foi senador. O bispo licenciado, no entanto, teve inelegibilidade imposta pela Justiça Eleitoral por abuso de poder político e econômico em 2024 por irregularidades em 2016 e 2020. Politicamente, seu nome é visto como capaz de aumentar as incertezas. Crivella tenta liminar para concorrer enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não julga de vez o caso, que lhe rendeu condenação até 2028 no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Para o governo, o Republicanos tem o ex-prefeito de Miguel Pereira André Português e o ex-governador Anthony Garotinho tentando se viabilizar.
Com anúncio de Pedro Paulo, estado do Rio tem profusão de candidatos ao Senado
Desafio para o aliado de Paes é se sobrepor aos votos fiéis da esquerda e do PL







