Enquanto o partido tenta definir seu candidato ao Senado no Rio, o número mais cobiçado do bolsonarismo nas urnas virou motivo de disputa entre aliados do ex-presidente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Carlos Jordy, Carlos Portinho e Sóstenes Cavalcante se posicionaram como opções do PL do Rio ao Senado — Foto: Reproduções RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 11/06/2026 - 22:57 Impasse no PL-RJ: Bolsonaro influencia escolha de candidato ao Senado O Partido Liberal enfrenta impasse no Rio de Janeiro para definir seu candidato ao Senado. Enquanto isso, a disputa pelo número "2222" nas urnas se intensifica entre aliados do ex-presidente Bolsonaro. O ex-governador Cláudio Castro desistiu da candidatura após investigações, e o partido ainda não decidiu entre Carlos Jordy e Carlos Portinho. Jair Bolsonaro, mesmo em prisão domiciliar, terá papel crucial na escolha. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Este conteúdo faz parte da newsletter Jogo Político, de Thiago Prado, editor de Política e Brasil do GLOBO. Inscreva-se e receba todas as quintas-feiras diretamente no seu e-mail. Na última segunda-feira, o marqueteiro mineiro Paulo Vasconcelos desembarcou no Rio para uma conversa com o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, pré-candidato a governador pelo PL. A reunião que o mundo político esperava definir a desistência de Ruas tomou outro rumo. Mesmo diante do favoritismo do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD) demonstrado nas pesquisas, o deputado estadual confirmou que estará na disputa e já sinalizou que Valdemar Costa Neto se comprometeu a repassar valores altos para a sua campanha — cerca de R$ 28 milhões do fundo eleitoral do PL. O que, no entanto, está longe de ter uma definição no Rio é quem vai ser o candidato ao Senado lançado no lugar do ex-governador Cláudio Castro. Ele desistiu depois de ser alvo de duas buscas e apreensões recentes em investigações sobre a Refit e o Banco Master. Três nomes se posicionaram inicialmente no PL — os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, além do senador Carlos Portinho. Sóstenes está praticamente fora da corrida e vai tentar a reeleição para a Câmara mesmo. Essa semana, em conversa com o senador Flávio Bolsonaro, acertou ajudar na campanha presidencial levando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro a agendas do segmento evangélico. A próxima será a Marcha para Jesus de Cuiabá, marcada para 20 de junho. Se fosse candidato ao Senado, Sóstenes precisaria ficar todo o período da campanha percorrendo as 92 cidades do Rio — estratégia desnecessária em uma campanha para deputado. Há impasse no PL entre escolher Jordy ou Portinho. Flávio vem demonstrando preferência maior pelo deputado que o senador. Acha que Jordy pode conquistar desempenho melhor nas urnas por ter apoiado desde o início a criação da CPI do Banco Master e criticado Cláudio Castro antes da queda da sua popularidade. A questão é que o deputado federal Altineu Cortes, presidente do PL fluminense, prefere Portinho. Ou melhor, quer atrapalhar Jordy em uma rivalidade regional que opõe grupos políticos de São Gonçalo e Niterói. Para queimá-lo, o fogo amigo contra o deputado lembra que ele está envolvido em duas investigações nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) que podem avançar a qualquer momento do ano. Flávio vem dizendo a interlocures que pesquisas definirão a escolha, mas não é verdade, até porque as sondagens com o eleitorado feitas pelo GPP mostram Portinho e Jordy com índices semelhantes. Por ser ligado ao pastor Silas Malafaia, Sóstenes Cavalcante tem performance superior. No fim das contas, quem vai definir o substituto de Castro será Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar desde março. Se Portinho for preterido de disputar para senador, cargo que detém hoje, ganhará como prêmio de consolação o direito de usar o número “2222” nas urnas. Os dígitos são considerados de fácil assimilação pelo eleitorado de direita e, neste momento, há uma disputa pelo número no país. Em São Paulo, por exemplo, Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente, e o deputado Mário Frias, estão em guerra pelo “2222”. Frias considera que tem o direito por ter desistido da disputa ao Senado para que o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado concorra. Recomendo 'Convocadas' (Globoplay) A Copa do Mundo começou e a newsletter desde já avisa que terá muita dificuldade em consumir qualquer outro assunto nas próximas semanas. Além de 104 jogos, tem toda uma programação de mesas redondas e lives para assistir. Aliás, aqui a lista de alguns profissionais que esse editor gosta de ler ou ouvir sobre futebol (PVC, Marcelo Bechler, Arnaldo Ribeiro, Mauro César Pereira, Carlos Eduardo Mansur, Rica Perrone e Rafael Oliveira). Não citei o universo paralelo vascaíno com Flávio Dias, Luciano Mello e João Almirante porque estamos de férias do Brasileirão, ainda bem. A propósito de Rafael Oliveira, o seu guia sobre todas as seleções da Copa disponível no YouTube é imperdível. O podcast Futebol no Mundo, da ESPN, também fez um bem legal. Vale muito ver para saber de escalações e esquemas táticos de cada seleção. A série é apresentada por Luciele di Camargo, esposa do campeão do mundo em 2002 e comentarista da TV Globo, Denílson. Luciele viajou para cinco cidades, entrou na casa de cinco famílias e conversou com Ana Lídia Guimarães (esposa Bruno Guimarães), Carol Cabrino (Marquinhos), Tainá Castro (Militão), Duda Fournier (Lucas Paquetá) e Natalia Belloli (Raphinha). A produção humaniza as famílias ao ter se organizado para filmar reações em momentos decisivos de partidas em que os jogadores cometem erros. É o caso de Paquetá quando perde um pênalti pela seleção e Duda está no estádio assistindo. Por mais que produções assim sejam questionadas pelo perfil mais "chapa branca", o acesso aos principais personagens sempre acaba compensando com algum detalhe interessante.
A briga pelo '2222' no PL e o impasse na direita do Rio para o Senado
Enquanto o partido tenta definir seu candidato ao Senado no Rio, o número mais cobiçado do bolsonarismo nas urnas virou motivo de disputa entre aliados do ex-presidente
O PL-RJ não define candidato ao Senado entre Jordy e Portinho após saída de Castro; Bolsonaro em prisão domiciliar fará a escolha. A disputa revela tensão entre grupos regionais e gera contenda pelo número '2222', símbolo de força eleitoral da direita.








