O aumento temporário do tamanho muscular durante o treino não deve ser usado como principal indicador de crescimento a longo prazo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 'Pump' não deve ser confundido com ganho de músculos, segundo pesquisador — Foto: Magnific A sensação de que os músculos aumentam de tamanho durante uma sessão de musculação é comum e pode ser facilmente percebida diante do espelho. No entanto, esse efeito, conhecido como “pump”, é temporário e, de acordo com uma revisão das evidências apresentada pelo pesquisador em ciências do esporte Milo Wolf, não há provas suficientes para concluir que alcançar um maior inchaço durante o treino resulte em mais hipertrofia muscular. Segundo explicou Wolf à revista Men's Health UK, o pump corresponde a um aumento transitório do tamanho do músculo que ocorre durante o treinamento com pesos. O que acontece nos músculos durante o pump? Wolf destacou que o fenômeno está relacionado a alterações de curta duração no equilíbrio de líquidos durante a musculação. Enquanto as veias responsáveis por levar o sangue para fora do músculo podem ser comprimidas, reduzindo o fluxo de saída, as artérias continuam transportando sangue para a região que está sendo trabalhada. O resultado é uma maior concentração de sangue e um aumento da pressão na área, favorecendo o deslocamento de plasma para o músculo. O pesquisador esclareceu que o aumento de volume não corresponde diretamente ao inchaço das fibras musculares, mas ocorre principalmente no espaço entre elas, conhecido como interstício. Embora parte da inflamação após o treino possa permanecer por 48 a 72 horas, segundo Wolf, o pump visível durante os exercícios costuma desaparecer bem antes. Por isso, essa mudança temporária não deve ser confundida com o aumento permanente de tecido muscular. O que os estudos descobriram sobre pump e hipertrofia? A Men's Health destacou pesquisas que investigaram uma possível relação entre a inflamação celular provocada pelo exercício e o crescimento muscular. Entre elas estão trabalhos que analisaram mecanismos pelos quais a inflamação celular poderia participar das adaptações associadas à hipertrofia. Os pesquisadores observaram uma associação positiva entre a inflamação muscular aguda registrada após uma sessão inicial de treino e a hipertrofia medida após seis semanas de treinamento de força. Esses resultados mostram uma correlação, mas não permitem afirmar que o pump seja a causa do crescimento muscular. O pump pode ser um sinal, mas não o principal objetivo Wolf também não descartou completamente a utilidade do fenômeno. Segundo ele, valeria a pena prestar atenção a um programa de treinamento que, embora pareça adequado no papel, não produza nenhum pump. Isso porque ainda pode existir alguma correlação entre essa resposta e a eficácia do exercício, embora as evidências disponíveis sejam limitadas e inconsistentes.
Mais “pump”, mais músculo? A ciência coloca em dúvida uma das obsessões da academia
O aumento temporário do tamanho muscular durante o treino não deve ser usado como principal indicador de crescimento a longo prazo







