O Grupo Casas Bahia reduziu em quase 12 mil o número de funcionários desde 2023, ano marcado por um plano de transformação adotado pela companhia para cortar custos e tornar a operação mais eficiente.

O movimento de redução de pessoal acompanhou o fechamento de lojas e a diminuição de investimentos. Mesmo após uma melhora dos indicadores operacionais em 2025, a empresa voltou a reduzir sua estrutura neste ano, antes de pedir recuperação judicial no domingo (16).

A nova rodada de cortes, que atingiu cerca de 3.000 trabalhadores e veio acompanhada do anúncio de fechamento de 298 lojas, foi suspensa pela Justiça na terça-feira (18). Ainda cabe recurso da decisão.

Procurada, a Casas Bahia afirmou que o processo de reorganização envolve diferentes frentes e períodos, e os documentos apresentados no pedido de recuperação judicial contemplam informações mais amplas sobre os desligamentos realizados. A varejista diz que medidas adotadas foram necessárias para adequar a estrutura ao novo dimensionamento da operação.

O TRT-10 (Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região) determinou o restabelecimento provisório dos vínculos e proibiu novas demissões coletivas sem negociação prévia com os sindicatos. A decisão, porém, não obriga a reabertura das unidades.