Candidato do PL ao governo do Estado argumentou que população interaje mais via plataformas digitais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Roscoe, presidente da Federação a Indústrias do Estado de Minas Gerais e candidato ao governo de MG — Foto: Facebook/Flávio Roscoe O candidato a governador de Minas Gerais Flávio Roscoe (PL) negou que os eventos de campanha com o postulante à presidência da República senador Flávio Bolsonaro (PL) em Minas Gerais foram esvaziados, em comparação aos eventos feitos pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em 2022. O senador esteve em Belo Horizonte na segunda-feira (17), onde se reuniu com candidatos da legenda e participou do evento de lançamento da campanha de Roscoe, em um ginásio, na região centro-sul da capital mineira. Na manhã de terça-feira, participou de um "adesivaço" junto com o deputado Nikolas Ferreira (PL) e Roscoe, em uma rua no bairro Betânia, região oeste de Belo Horizonte. Leia mais "Os eventos não foram esvaziados. Os eventos foram na rua, com gente. Hoje, a maior parte da população interage via plataformas sociais", disse Roscoe. Ele acrescentou que os eventos foram planejados a partir de sexta-feira (14/8). "Eu achei que teve um público muito bom para esse tipo de evento. Eu não posso comparar com outros candidatos, porque nem à rua vão. O candidato Flávio Bolsonaro pode sair à rua, abraçar a população", acrescentou. Roscoe também disse que Flávio Bolsonaro decidiu fazer um encontro no Café Nice, no centro de Belo Horizonte, mas essa agenda não foi divulgada previamente, e mesmo assim o lugar ficou cheio rapidamente. "A gente não avisou para ninguém que ele ia no Café Nice, senão ia ser invadido. Rapidamente lotou o local", disse. Em relação ao evento da segunda-feira, ele disse que o partido seguiu as regras de segurança e que muitas pessoas não foram porque foram avisadas que não entrariam, a partir de um determinado horário. Novo petróleo Roscoe disse que o governo federal segue o caminho contrário do resto do mundo e que o país deveria explorar as terras raras logo. "Terra rara é o novo petróleo, é a nova mudança mundial, o Brasil tem 25% das reservas mundiais, pode ter muito mais, porque a gente pesquisou uma parte pequena do território. (...) Nós somos a Arábia Saudita em terras raras e não vamos explorar, vamos botar tudo que é dificuldade e nós não vamos vender para os Estados Unidos, porque nós estamos de ‘malzinho’", ironizou. O presidente afastado da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) lembrou que a entidade investiu na criação do primeiro laboratório de terras raras das América. Roscoe também disse que, se for eleito, pretende desburocratizar e facilitar a liberação de licenças para as indústrias. "Eu quero destravar o Estado em 90 dias, fazer uma revisão geral de decretos que travam o desenvolvimento, antecipar obras da BR-040 que estão travadas pela demora no licenciamento e negociar com as mineradoras para anteciparem os recursos para melhorar as estradas, investir em infraestrutura", afirmou. Roscoe defende o uso de inteligência artificial para automatizar os processos de licenciamento ambiental. "Não vai haver precarização de nenhum critério ambiental. Nós vamos dar ordem e celeridade ao processo e tirar a chance de ter corrupção, tirando a subjetividade da análise", afirmou. O candidato do PL também defende a criação de um decreto para que as empresas possam aderir de forma voluntária a uma linha especial de análise mais rápida de pedidos de licenciamento. As empresas pagariam mais por essa linha e pagariam mais para os municípios onde vão instalar a operação. "Isso dá para fazer com agilidade, uma solução de curto prazo que já resolveria muitos problemas", afirmou. Ele também defendeu o aumento da alíquota da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), mas destinando o valor adicional a um fundo municipal que seria criado para fomentar a atividade econômica na cidade após o fim da atividade minerária. Roscoe participou do evento Mineração em Debate 2026, realizado pela Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil), em Belo Horizonte.