Empresário foi escolhido para representar o palanque do senador no estado, mesmo após negociações por alianças com Cleitinho Azevedo e Marcelo Aro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Roscoe, presidente da Fiemg — Foto: Agência O Globo O Partido Liberal anunciou nesta quarta-feira a candidatura ao governo de Minas Gerais do empresário Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação de Indústrias do estado (Fiemg). O postulante ao governo foi lançado em um vídeo gravado ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL) e enviado a integrantes do partido. A decisão de uma candidatura própria veio mesmo após semanas de tentativas do partido para articular uma aliança com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que desistiu da disputa, e com Marcelo Aro (PP), ex-secretário de Infraestrutura do estado. — Estou com um grande amigo e quero anunciar a todos vocês, com muita honra e felicidade, o nome de Flávio Roscoe como candidato a governador de Minas Gerais. Ex-presidente da Fiemg, uma pessoa preparada, competente, que desde lá de trás já caminha junto conosco e está emprestando seu nome para essa importante missão. Estamos gratos por você se colocar à disposição — afirma Flávio no vídeo. Em resposta, Roscoe diz que o PL articulou pela candidatura de Cleitinho, mas, "depois de 120 dias aguardando, isso não foi possível" em função da decisão do Republicanos de não lançar candidatos. O anúncio do empresário veio após uma sequência de reviravoltas da direita em Minas ao longo das últimas semanas, provocadas pela indefinição de Cleitinho, que anunciou na última segunda-feira a desistência da candidatura. No dia seguinte, no entanto, durante a convenção nacional do partido, ele voltou a sinalizar que poderia concorrer, mas foi desautorizado pelo presidente nacional da sigla, Marcos Pereira. O lançamento da candidatura de Roscoe também frustra as expectativas de um grupo dentro do PL, do Republicanos e da federação União-Progressista, que passou a articular nas últimas semanas pelo lançamento da candidatura ao governo de Marcelo Aro. O ex-secretário era cotado para concorrer ao Senado na chapa do atual governador, Mateus Simões (PSD), mas decidiu romper a aliança diante da insatisfação em dividir a composição com o senador Carlos Viana (PSD), candidato à reeleição. (Matéria em atualização)