A 23ª rodada do Campeonato Brasileiro começou neste sábado (15) com os holofotes direcionados para uma mudança que pretende mudar a cultura do antijogo arraigada por décadas no futebol do país. Goleiros que demoram a cobrar o tiro de meta, jogadores que deixam o campo sem pressa durante substituições ou que simulam faltas passam a ser alvo de punições.

Na última semana, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) propôs, e os clubes aprovaram, um pacote de dez novas regras criadas pela Ifab (International Football Association Board), instituição que coordena as regras do futebol, em sua maioria testadas na última Copa do Mundo. Elas valerão para as séries A e B do Brasileiro, a Série A1 feminina, a Copa do Brasil masculina e a Copa do Brasil feminina.

"São o que chamamos de textos de regra, que não requerem interpretação. Regras frias que o árbitro precisa cumprir, e o jogador precisa se adequar. No meu entendimento, será uma luta positiva, que mexerá até com a proposta estratégica das equipes. Se antes um treinador pedia para o atleta cair no campo para segurar um resultado, hoje não o fará mais", disse à Folha Ana Paula de Oliveira, ex-árbitra e ex-presidente da comissão de arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol).