Estudou da entidade apontou as faltas e a "cera" como grandes vilões do futebol nacional 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Apresentação da CBF sobre novas regras para o futebol brasileiro — Foto: Rafael Oliveira A CBF propôs, e os clubes aprovaram, as novas regras para o futebol brasileiro. Elas terão início a partir do próximo fim de semana e valerão para todas as competições organizadas pela entidade. A maioria delas foi usada pela Fifa na última Copa do Mundo. Outras duas são inéditas. Uma é o protocolo para atendimento médico do goleiro, criado pela Ifab (associação internacional que dita as regras do futebol) e que será testado também na Inglaterra e na Espanha. A outra foi sugerida pela própria CBF: a exclusividade dos capitães para questionar decisões dos árbitros. As propostas fazem parte de um movimento da CBF de tentar aumentar o tempo de bola rolando nos campos do país. A entidade ligou o alerta e elegeu a “cera” como uma das maiores vilãs do futebol nacional após um estudo apontar a disparidade em relação às principais ligas europeias. CBF e clubes aprovam adoção de novas regras no futebol brasileiro — Foto: Luciana Vermell / CBF O trabalho foi conduzido pela empresa de análise de dados Opta com base em 177 jogos do Brasileirão da Série A deste ano antes da pausa para a Copa. As partidas por aqui têm média de 52m54s de bola rolando, o que equivale a 52% do tempo total do jogo. Fica abaixo das cinco principais ligas europeias e da MLS, dos EUA. Apresentação da CBF — Foto: Rafael Oliveira Tempo de bola rolando MLS (EUA) - 57m12sBundesliga (Alemanha) - 56m18sLigue 1 (França) - 56m17sPremier League (Inglaterra) - 55m23sLa Liga (Espanha) - 55m09sSerie A (Itália) - 54m28sBrasileirão Série A - 52m54sBrasileirão Série B - 51m09sLPF Apertura (Argentina) - 50m02s Chamou a atenção de quem se debruçou sobre os números o fato de o Brasileirão ser a liga que registra o maior tempo de acréscimo. A média é de 12m41s por jogo. A Série B vem em segundo lugar, com 11m23s. Mais que a MLS e as ligas europeias. Ou seja: não é por falta de minutos extras que a bola rola tão pouco nos estádios do país. O que eles descobriram é que o tempo perdido está no excesso de faltas e no tempo gasto com elas. A média de faltas no Brasileirão 2026 é de 28,6 por jogo, a maior entre todas as ligas analisadas. Para cada uma delas, a média nacional é de 36,6 segundos perdidos, o que dá 1.045 segundos por jogo. Equivale a 17,41 minutos de cada partida perdidos só com faltas. É um tempo muito acima da média europeia, de 842 segundos. Dos países analisados, a Alemanha é a que menos perde tempo com faltas: 771 segundos por partida. Isso significa que, só com estas marcações, os jogos do Brasileirão têm 4m34s a menos de bola rolando do que os da Bundesliga. Segundos perdidos com faltas por jogo: Brasileirão Série A: 1.045La Liga (Espanha): 887Serie A (Itália): 876Ligue 1 (França): 869Média Europa: 842Premier League (Inglaterra): 806Bundesliga (Alemanha): 771 No que diz respeito aos outros tipos de paradas — lateral, tiro de meta, escanteios etc. —, o Brasil não se distancia das demais ligas comparadas. O que mostra que, sem as faltas, a quantidade de pausas não é um problema. Apresentação da CBF — Foto: Rafael Oliveira A questão é o tempo perdido com elas. Com exceção de laterais e escanteios, o Brasileirão tem média de tempo muito maior do que os campeonatos europeus para fazer a bola voltar a rolar. Os tiros de meta, por exemplo, tomam uma média de 484 segundos por aqui, enquanto a média das cinco principais ligas europeias é de 434. Ao todo, considerando sete tipos de pausas — gols, bola ao chão, fim de tempo e pênaltis completam a lista —, a média é de 1.798 segundos perdidos por aqui contra 1.685 no Big-5 europeu. Estes 113 segundos de diferença equivalem a quase dois minutos de média. Estes dados levaram a CBF à conclusão de que a demora para o reinício dos jogos após as pausas é o grande inimigo a ser combatido. A entidade entende que a maior responsabilidade por isso se deve à cera dos jogadores ou a discussões e bate-boca. Por isso, a série de novas regras tem como alvo estas situações. A entidade acredita que, com elas, pode recuperar até 6 minutos e 22 segundos por jogo. Apresentação da CBF — Foto: Rafael Oliveira Apresentação da CBF — Foto: Rafael Oliveira
Mais bola rolando, maior preparação dos árbitros: entenda por que a CBF propôs novas regras no futebol brasileiro
Estudou da entidade apontou as faltas e a "cera" como grandes vilões do futebol nacional







