Gilberto Kassab (PSD) revelou um segredo de polichinelo quando disse que "o centrão está com Lula". Quem não sabia disso passou a desconfiar a partir das digitais do Palácio do Planalto nas declarações de neutralidade de partidos como PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e MDB.

A certeza veio pela voz do ministro das Relações Institucionais, José Guimarães (PT), na saída do segundo encontro entre Luiz Inácio da Silva (PT) e Davi Alcolumbre (União) depois de três meses sem se falarem.

"O Davi está absolutamente sintonizado com a reeleição de Lula", disse Guimarães, dando mais destaque ao apoio eleitoral que ao efeito que a retomada da convivência entre os presidentes da República e do Congresso venha a ter sobre o bom andamento dos trabalhos legislativos.

Dois dias antes, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), se declarara em igual sintonia quanto à recondução de Lula para o quarto mandato.

Kassab abriu o jogo. Deu sujeito, verbo e predicado ao enunciado do roteiro que o mundo da política localizado do centro à direita vinha escrevendo sobre o futuro da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) com alguma discrição: não dar camisa à família para os planos de 2030.