Estefany Echavarría sofreu ferimentos graves ao receber impacto do desabamento e permanece internada na UTI; menina foi encontrada viva entre seus braços 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Estefany Echavarría sofreu ferimentos graves ao receber impacto do desabamento e permanece internada na UTI; menina foi encontrada viva entre seus braços — Foto: Reprodução/El Tiempo Em meio aos escombros deixados pelo terremoto que atingiu a Colômbia no último dia 10, o abraço de uma mãe foi decisivo para salvar a vida da filha de apenas 2 anos. Estefany Echavarría protegeu Sofía com o próprio corpo no momento em que a estrutura onde estavam desabou, em Cali. As duas permaneceram aproximadamente sete horas soterradas antes de serem encontradas com vida. A menina foi retirada dos destroços, mas Estefany sofreu ferimentos graves ao receber grande parte do impacto do desabamento. Ela permanece internada em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Fundación Valle del Lili, em Cali. Segundo familiares ouvidos pelo portal colombiano “TuBarco”, a mãe sofreu uma perfuração pulmonar, além de lesões em uma das pernas e nos rins. Desde o resgate, já precisou passar por mais de três procedimentos cirúrgicos. — Ela está em estado crítico na UTI do Valle del Lili. Teve uma perfuração no pulmão, lesões na perna e também nos rins. Neste momento, já foram realizadas mais de três cirurgias e estamos esperando para ver sua evolução — relatou um familiar. O estado de saúde de Estefany contrasta com a condição da filha e ajuda a dimensionar o que aconteceu durante o desabamento. Segundo o pai de Sofía, a posição adotada pela mãe impediu que os destroços atingissem diretamente a criança. — Quem realmente salvou a bebê foi a mãe. Foi ela quem recebeu todo o impacto do desabamento e estava cobrindo Sofía — afirmou. Sete horas protegida pelos braços da mãe O terremoto atingiu a Colômbia em 10 de agosto e provocou destruição em diferentes regiões do país. Em Cali, Estefany teve apenas os segundos do desabamento para reagir. Ela abraçou Sofía e utilizou o próprio corpo como uma espécie de escudo. Quando as equipes de resgate chegaram até as duas, aproximadamente sete horas já haviam se passado. A menina estava viva entre os braços da mãe. Estefany, no entanto, havia absorvido os impactos mais graves. Desde então, permanece hospitalizada e sob acompanhamento intensivo. A família aguarda a resposta aos procedimentos realizados nos últimos dias. — Ela está evoluindo. Estamos esperando notícias — disse um dos parentes. O resgate de mãe e filha foi acompanhado por outras perdas. A avó e a bisavó de Sofía morreram em consequência do terremoto, segundo a imprensa colombiana. A família agora enfrenta simultaneamente o luto e a recuperação de Estefany. Além do quadro médico delicado, os parentes relatam dificuldades financeiras provocadas pela tragédia, que incluem os custos associados ao período de hospitalização e a necessidade de reconstruir a vida depois do desastre. A comunidade educacional da qual Estefany faz parte iniciou uma mobilização para ajudar a família. A EDUpark divulgou uma corrente de orações e abriu um canal para receber doações destinadas às necessidades das vítimas.