Daniela Largo, de 32 anos, se tornou um símbolo de esperança quando foi retirada com vida dos escombros em Pereira; morte foi confirmada neste sábado pela família 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Daniela Andrea Largo Sanchez é retirada com vida por bombeiros e equipes de resgate dos escombros de um prédio que desabou após um terremoto em Pereira, Colômbia — Foto: David Salazar / AFP Familiares da mulher que resistiu quase 37 horas presa sob os escombros do terremoto na Colômbia confirmaram neste sábado (15) sua morte após o resgate, enquanto as equipes continuam removendo escombros no país, com poucas esperanças de encontrar sobreviventes. O terremoto de magnitude 7,4, o mais forte do século na Colômbia, deixou desde segunda-feira pelo menos 294 mortos e quase 4.000 feridos, com Cali e Pereira entre as cidades mais atingidas. Daniela Largo, cujo resgate na terça-feira (11) se tornou um símbolo de esperança, morreu na noite de sexta-feira em um hospital, segundo informaram seus familiares à AFP. A mulher de 32 anos foi retirada dos escombros em uma maca, em Pereira, em meio a gritos de alegria e aplausos, em uma cena que comoveu o país. As autoridades ainda buscam pelo menos 320 desaparecidos, segundo o órgão responsável pelo atendimento a desastres. Nas áreas mais devastadas, socorristas removem pedaços de telhados e paredes com máquinas pesadas, seis dias após o terremoto. Alguns oferecem abraços para aliviar a dor provocada pela tragédia, enquanto outros organizam arrecadações para os desabrigados que estão em abrigos. — Só quero que tudo isso acabe logo — disse Sandra Milena Pérez, mãe de Daniela Largo, em uma ligação com a AFP. Largo deixa um filho de 12 anos. Daniela Andrea Largo Sanchez é retirada com vida por bombeiros e equipes de resgate dos escombros de um prédio que desabou após um terremoto em Pereira, Colômbia — Foto: David Salazar / AFP Solidariedade Após a tragédia, foram criados pontos de atendimento psicológico virtual e presencial em diferentes regiões do país, enquanto o cansaço provocado pelas longas jornadas e a angústia se acumulam entre socorristas e voluntários. Entre as máquinas pesadas e os trabalhos de resgate, o cheiro de decomposição aumenta com o passar dos dias. Familiares e pessoas próximas das vítimas que conseguiram recuperar os corpos realizaram funerais marcados pela comoção. Em Cali, a cidade com mais mortos pelo terremoto, centenas de sobreviventes que perderam suas casas ou temem que seus edifícios desabem devido às réplicas passam as noites em pequenas barracas montadas em parques. Moradores preparam "sancocho", uma sopa típica colombiana feita com tubérculos e carnes, para os afetados. — Faço isso porque vem do coração. (Vou) Ajudar meus vizinhos o máximo que puder — contou à AFP María Josefa Aragón, cozinheira voluntária de 42 anos. Registros do terremoto na Colômbia 1 de 20 Equipes de resgate procuram por sobreviventes entre os escombros de um prédio que desabou após um terremoto em Cali, Colômbia, — Foto: Joaquin Sarmiento / AFP 2 de 20 Vista aérea do desabamento do motel Molina Rosa. Sul de Cali. — Foto: Juan Pablo Rueda/ EL Tiempo X de 20 Publicidade 20 fotos 3 de 20 Um homem carrega uma bolsa saindo de uma construção desabada após um terremoto em Manizales, Colômbia, em 10 de agosto de 2026. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 4 de 20 Pessoas observam um edifício desabado após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 5 de 20 Pessoas observam um edifício danificado após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 6 de 20 Pessoas após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 7 de 20 Pessoas caminham entre os escombros após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 8 de 20 Vista de um edifício danificado após um terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 9 de 20 Vista de escombros após um terremoto em Manizales, Colômbia, em 10 de agosto de 2026. Um forte terremoto abalou a Colômbia e países vizinhos da América Latina em 10 de agosto de 2026, com equipes médicas se apressando para socorrer as vítimas depois que edifícios foram danificados ou desabaram em várias cidades. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 10 de 20 Pessoas permanecem perto de um edifício desabado após um terremoto em Manizales, Colômbia.. — Foto: Giovanny Galvez / AFP X de 20 Publicidade 11 de 20 Resgatistas procuram por sobreviventes em um edifício desabado após o terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Giovanny Galvez / AFP 12 de 20 Pessoas observam uma concessionária de veículos danificada após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP X de 20 Publicidade 13 de 20 Pessoas observam os escombros em uma rua após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP 14 de 20 Resgatistas procuram por sobreviventes em um edifício desabado após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP X de 20 Publicidade 15 de 20 Pessoas observam escombros em uma rua após um terremoto em Pereira, Colômbia. — Foto: Roberto Betancourt / AFP 16 de 20 Pessoas procuram por sobreviventes entre os escombros de um edifício desabado após um terremoto em Cali, Colômbia. — Foto: Joaquín SARMIENTO / AFP X de 20 Publicidade 17 de 20 Uma mulher idosa é carregada sobre um móvel perto de um edifício desabado após um terremoto em Cali — Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP 18 de 20 Uma mulher é transportada em uma maca após ser resgatada de um edifício desabado devido a um terremoto em Cali, Colômbia. — Foto: JOAQUIN SARMIENTO / AFP X de 20 Publicidade 19 de 20 Pessoas caminham por uma rua após evacuarem suas casas devido a um terremoto em Cali, Colômbia. — Foto: Joaquín SARMIENTO / AFP 20 de 20 Os danos sofridos pela Catedral de Manizales são vistos após o terremoto em Manizales, Colômbia. — Foto: Jonh Bonilla / AFP X de 20 Publicidade Esperança no limite Após a tragédia, algumas pessoas percorreram milhares de quilômetros para reencontrar seus familiares. Uma venezuelana viajou da Espanha até Cali em busca da filha de 24 anos, desaparecida junto com o marido. A mãe acredita que a filha esteja morta. — Três anos sem vê-la para agora vê-la assim — disse à AFP, sem esperança. A mulher pediu para não ser identificada. O presidente Abelardo de la Espriella fez na sexta-feira visitas rápidas a alguns dos locais mais afetados pelo terremoto. O presidente decretou emergência econômica nacional e anunciou ajuda aos afetados. Mais de 14.000 casas foram destruídas até o momento. Também foram criados programas e aplicativos para localizar animais de estimação desaparecidos. Em Bogotá, que não sofreu danos significativos com o terremoto, voluntários formam correntes humanas para organizar milhares de toneladas de ajuda humanitária doada às regiões mais afetadas. — Vocês não estão sozinhos (...) Para mim, é como se fossem da família — disse Laura Mendoza, consultora e voluntária de 47 anos.
Morre mulher que ficou por mais tempo sob os escombros do terremoto na Colômbia; ela resistiu por 37 horas antes de resgate
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