Resgate de sobrevivente de terremoto na Colômbia mobilizou dezenas de voluntários por dez horas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Voluntários e equipes de resgate usam baldes para retirar os escombros de um prédio que desabou, um dia após um terremoto que atingiu Cali, Colômbia, em 11 de agosto de 2026 — Foto: AP/Santiago Saldarriaga Quando a filha de Julio Cesar Largo não apareceu para a comemoração do aniversário do filho, seus piores temores começaram a tomar conta. Naquele mesmo dia, um forte terremoto havia atingido uma grande parte da Colômbia. O terremoto de magnitude 7,4 atingiu o país na segunda-feira, o mais forte registrado na Colômbia em décadas. Pelo menos 250 pessoas morreram, muitas outras ficaram feridas e há ainda desaparecidos. Largo esperava que sua filha, Daniela, de 32 anos, tivesse apenas se atrasado na viagem de ônibus de volta para casa, em Riosucio, uma cidade na província de Caldas, no oeste da Colômbia. Mas, à medida que as horas passavam e seu telefone permanecia em silêncio, o temor deu lugar à certeza. "Eu sabia que alguma coisa tinha acontecido com ela", disse o pai. "De um jeito ou de outro, ela teria entrado em contato com a família. E não estava atendendo o telefone." Ele falou em frente a uma hospedagem de baixo custo que desabou no centro de Pereira, onde sua filha ficou soterrada sob os escombros. O prédio ficava na mesma rua da loja de móveis onde ela trabalhava. Largo e sua mulher começaram a procurar a filha desaparecida com um cartaz que trazia sua fotografia. Pessoas que viram o cartaz disseram ao casal que haviam visto Daniela na manhã do terremoto. "Viemos procurá-la quando ela não chegou à nossa casa, justamente no dia em que o filho dela completava 12 anos", disse ele à Reuters. "Todos nós deveríamos ir a um shopping em Manizales para comemorar juntos." Em vez disso, Daniela passou quase 38 horas presa sob placas de concreto depois que o prédio de quatro andares onde estava desabou completamente. As equipes de resgate a encontraram quase por acaso enquanto procuravam outro homem que, até a manhã desta quarta-feira, ainda estaria sob os escombros. Pessoas carregam Daniela Andrea Largo Sanchez, de 32 anos, durante seu resgate após um terremoto, em Pereira, Colômbia, em 11 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Juan David Duque O resgate de Daniela levou dez horas exaustivas. Dezenas de especialistas em resgate e cerca de 50 voluntários trabalharam para chegar até ela, que estava com um dos braços preso por uma porta de metal. Quando finalmente foi retirada com vida em uma maca e colocada em uma ambulância que seguia para o Hospital San Jorge, a multidão reunida no local irrompeu em aplausos e comemorações. Para o pai, era quase impossível colocar o momento em palavras. "É devastador que minha filha tenha tido que passar por isso", disse ele, em lágrimas. "Mas a alegria de ela ter sobrevivido é imensa. Para mim, é como se fosse o dia em que ela nasceu outra vez. E agora ela tem a oportunidade de continuar criando meu neto."
Colombiana é resgatada após quase 38 horas sob escombros no aniversário do filho
Resgate de sobrevivente de terremoto na Colômbia mobilizou dezenas de voluntários por dez horas










