Perguntar a um amigo se determinada marca é confiável já foi uma das formas mais comuns de reduzir o risco antes de uma compra. Depois, vieram os mecanismos de busca, as avaliações de consumidores e as plataformas especializadas em reunir reclamações e experiências de clientes. Agora, uma nova etapa dessa jornada começa a ganhar espaço: perguntar diretamente a uma inteligência artificial se uma empresa vale a pena. Em vez de abrir dezenas de páginas para comparar opiniões, o consumidor pode pedir a ferramentas como ChatGPT e Gemini que reúnam informações e apresentem uma síntese antes da decisão.
A mudança não está apenas na interface usada para pesquisar. Ela altera também quais informações podem chegar ao consumidor antes mesmo de ele visitar o site de uma empresa ou visualizar uma campanha publicitária. Em novembro de 2025, a OpenAI lançou a pesquisa de produtos no ChatGPT, capaz de consultar a internet, analisar informações de diferentes fontes e produzir guias de compra personalizados. Em março de 2026, a empresa ampliou esse movimento com experiências de descoberta de produtos baseadas em IA, enquanto o Google avançou na mesma direção com recursos de compras integrados ao Gemini e ao modo de pesquisa com inteligência artificial.









