Em 2018, a mãe de Beth morreu de Alzheimer aos 75 anos. "Foi terrível", disse ela. E, após passar por isso, acrescentou, "você começa a se preocupar com o próprio futuro".

Há um ano, Beth, hoje com 58 anos, soube da existência de um novo exame de sangue para detectar Alzheimer. Dado seu histórico familiar, seu médico de atenção primária concordou em solicitar o exame em junho. O resultado mostrou níveis elevados de uma proteína chamada p-tau217, o que sugeria que ela apresentava sinais iniciais de Alzheimer no cérebro.

"Eu adoraria dizer que foi um choque completo, mas não foi", diz Beth. "Não quero parecer totalmente pessimista. É só que... sinto que a doença está vindo atrás de mim." (Para proteger a privacidade das pessoas ao tratar de informações sensíveis sobre saúde, o jornal The New York Times as identifica apenas pelo primeiro nome.)

Um neurologista realizou vários exames complementares e constatou que a cognição de Beth estava normal. O médico também lhe disse que os exames de sangue não são 100% conclusivos.

"Isso faz você se sentir melhor", disse Beth. "Mas também deixa toda a situação com muito mais pontos de interrogação."