A influenciadora canadense Rebecca Luna passou anos atribuindo os lapsos de memória ao TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade). Somente depois ela recebeu o diagnóstico de Alzheimer de início precoce, uma forma rara da doença que pode surgir antes dos 65 anos.

Com o rápido declínio cognitivo, Rebecca decidiu passar por um procedimento de morte assistida, autorizado no Canadá. Ela morreu no último sábado (25), aos 49 anos.

O caso chamou atenção para um tipo de Alzheimer que costuma trazer desafios adicionais justamente porque acomete pessoas ainda em idade produtiva e pode se manifestar de formas diferentes das observadas em idosos.

Um aspecto importante é que a perda de memória nem sempre é o primeiro sintoma.

"Enquanto o mais comum é a doença começar com falhas de memória, nas formas de início precoce ela pode se apresentar com alterações de linguagem, comportamento ou até da visão, porque outras áreas do cérebro podem ser afetadas antes da memória", afirma o neurologista Carlos Uribe, do Hospital Brasília, da Rede Américas.