Rebecca Luna afirmava que vivia em um corpo que não trazia 'conforto, segurança ou bem-estar' e decidiu por acabar com o sofrimento 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A influenciadora Rebecca Luna passou por um procedimento de morte assistida no Canadá no final de julho — Foto: Reprodução/ TikTok RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/07/2026 - 13:13 Influenciadora canadense opta por morte assistida devido ao Alzheimer precoce A influenciadora canadense Rebecca Luna, 49, optou pela morte assistida devido ao Alzheimer precoce, após compartilhar sua jornada no TikTok. Diagnosticada após confundir sintomas com TDAH, ela antecipou o procedimento diante da rápida progressão da doença, destacando o sofrimento físico e mental. No Canadá, a prática é legal, mas proibida no Brasil. O Alzheimer precoce é raro e pode ter componentes genéticos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A influenciadora canadense Rebecca Luna, 49, ganhou notoriedade no TikTok ao compartilhar sua rotina depois de receber o diagnóstico de Alzheimer de início precoce e, agora, no último dia 25, ela passou por um procedimento de morte assistida. O falecimento foi comunicado no próprio TikTok da influenciadora. "Rebecca morreu em 25 de julho, por volta das 13h15, cercada por seus entes queridos. Obrigada pelo apoio e por respeitarem a privacidade", informou a publicação. Antes da confirmação da doença, ela acreditava que os lapsos de memória estavam relacionados ao TDAH, condição com a qual também convivia. A influenciadora também usava as redes sociais para falar sobre o procedimento de morte assistida no país, conhecido como Medical Aid in Dying (MAID). No Canadá, o procedimento é permitido, mediante algumas comprovações médicas. Já no Brasil, eutanásia e morte assistida são proibidas por lei. Antes, marcada para o início de agosto, a morte assistida foi antecipara por Rebecca. Segundo ela, a rápida progressão do Alzheimer foi determinante para a decisão. Consumo excessivo de sal causa problemas além da hipertensão? Especialista explica "É uma decisão difícil, porque vivo em um corpo que não me traz conforto, segurança ou bem-estar. A sensação é terrível. Por isso, a ideia de esperar mais duas semanas parecia demais. É agora que posso priorizar a mim mesma, algo que não fiz durante toda a minha vida", disse. Alzheimer precoce Também chamado de pré-senil, o Alzheimer precoce costuma surgir por volta dos 50 a 65 anos e representa de 5% a 10% de todas as ocorrências da doença. Os sintomas podem ser atípicos e não se limitar apenas à memória. As alterações podem envolver linguagem, função visual, comportamento e atenção. O diagnóstico se torna mais complexo por conta disso. Em pessoas mais jovens, por exemplo, os sintomas podem ser facilmente confundidos com estresse, depressão, insônia ou burnout. Especialistas sugerem sempre se consultar com especialistas, como neurologistas ou psicogeriatra para ter um diagnóstico mais certeiro sobre a doença. Componentes genéticos Embora não seja regra, existe um risco maior de envolvimento genético quando a doença surge em pessoas mais jovens. Ao menos três genes podem apresentar uma mutação que causa a versão pré-senil, são eles: APP, PSEN1 ou PSEN2. Se uma pessoa herda pelo menos uma cópia de um gene mutado, ela provavelmente desenvolverá a doença antes dos 65 anos. O Alzheimer é a forma mais comum de demência e responde por cerca de 60% a 70% dos casos.